Passar a mão na cabeça de Felipe Melo é o mesmo que passar a mão na cabeça de Neymar

Passar a mão na cabeça de Felipe Melo é o mesmo que passar a mão na cabeça de Neymar

Treinadores e jogadores de futebol precisam ser mais profissionais e menos corporativistas. Tite foi condenado pela conivência ao atacante da seleção. Felipão promete falar com o volante

Robson Morelli

31 Agosto 2018 | 11h05

Imagino como deve ter sido o aquecimento de Felipe Melo ainda no vestiário do Allianz Parque, antes da partida decisiva contra o Cerro. Deve ter dado chutes na parede para entrar no clima do jogo, importante para o time na Libertadores. Em campo, o volante foi expulso aos 3 minutos de jogo, e quase mandou tudo por terra na competição. Felipe Melo é o típico jogador que quando o técnico mais precisa ele estraga tudo. Foi assim com Dunga na Copa do Mundo da África do Sul, quando o Brasil perdeu para a Holanda após sua expulsão e voltou para casa. Se havia alguma chance de reação, ela se perdeu naquele ato impensado do jogador.

Ele repetiu a dose outras vezes, como nesta quinta-feira vestindo a camisa do Palmeiras. O time não precisa de Felipe Melo, como se provou na classificação. Perdeu por 1 a 0, mas foi beneficiado pelo marcador do primeiro jogo. Os 9 palmeirenses que permaneceram na linha tiveram de correr muito e fazer corpo mole para segurar o jogo algumas vezes para evitar o pior. Quase todos os gandulas foram expulsos. Após a partida, alguns atletas equivocadamente defenderam o volante. Está errado. Disseram que o time correu por ele. Esse corporativismo é ridículo. É ridículo no Palmeiras e em outros clubes, inclusive na seleção.

Existe uma necessidade latente de um jogador defender o outro, de técnicos defenderem jogadores, como fez Tite em relação a Neymar na Copa do Mundo. Isso só faz o futebol andar para trás. Por isso que esses jogadores são mimados e irresponsáveis. Felipe Melo foi irresponsável ao ser expulso no começo da partida. E seus colegas passaram a mão em sua cabeça. Não há álibi numa desclassificação. Todos são responsáveis. Ou deveriam ser. Daí a necessidade de cobrar Felipe Melo. Cobrar mesmo.

Dayverson também foi irresponsável, e por molecagem. Nem parecia um jogador profissional. Foi expulso e também  poderia ter prejudicado ainda mais o Palmeiras nos minutos finais. Quis fazer média, de novo, com a torcida e se esqueceu que ele não é mais torcedor. Esse menino não tem a menor condição de jogar futebol. Não tem cabeça para isso. Não sabe ler um cenário. Não vale o investimento. Há 300 melhores do que ele e mais inteligentes. A gestão do Palmeiras erra ao contratar jogadores como Deyverson e Felipe Melo.