Pato não joga no Corinthians por pura birra da diretoria

Dirigentes corintianos não querem o atacante no time. Ele ganha R$ 800 mil por mês. Se não se acertar no segundo semestre, valor será pago pelo clube alvinegro

Robson Morelli

17 de maio de 2016 | 11h31

Alexandre Pato e Corinthians não se bicam. O jogador tem contrato ainda até o fim do ano com o clube do Parque São Jorge, mas dificilmente vestirá novamente a camisa do time, mesmo com a torcida cobrando nas arquibancadas um melhor rendimento do seu atacante, André. Pato não joga por pura birra da diretoria. Como ‘funcionário’ do clube, o atacante, que passou o primeiro semestre no Chelsea, da Inglaterra, tem o dever de passar por cima de qualquer contra-tempo no vestiário se a diretoria entender que ele deve atuar. Seu salário é de R$ 800 mil por mês, uma afronta nos dias atuais, com tanto desemprego no Brasil. É uma vergonha um profissional receber esse montante e não ser aproveitado.

O Corinthians rasga dinheiro e depois reclama que as contas não fecham. Chega a ser um ato de irresponsabilidade dos dirigentes. Não tem essa de Pato não querer jogar pela equipe. Ele tem de treinar e ser relacionado. Confesso que espera mais de Tite nesse sentido, de entrar na discussão e peitar seus superiores, de modo a defender a instituição. Pato seria importante para o time. O presidente Roberto de Andrade deveria deixar de lado qualquer desavença nesse sentido, voltar atrás e tentar solucionar o caso, e não dizer que Pato está no mercado e ‘tomara a Deus’ encontre um clube na Europa. Fizeram do jogador um ‘lixo’.

Pato ainda não sabe o que fará no segundo semestre. Para ficar na Europa, terá de se acertar com um clube qualquer. É um jogador que se perdeu por causa do seu vínculo com o Corinthians. Não ficou no São Paulo e não voltou para o Parque São Jorge. Virou piada, mesmo com todo o seu talento. Na Europa, sem cabeça boa, não virou nada no Chelsea. Foi chamado pela imprensa de ‘peso morto’. E o Corinthians precisando de um atacante.

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