Pelé, Maradona e Di Stéfano (parte 2)

Robson Morelli

20 de setembro de 2009 | 14h59

Achei na minha gaveta aqui na redação do JT um QUEM É QUEM NO FUTEBOL da revista Placar, onde também trabalhei quando o Juca ainda era o diretor. É a edição 1.063, de setembro de 1991. O preço de capa era Cr$ 1.500,00. Resolvi voltar ao assunto de Pelé, Maradona e Di Stéfano depois de ler todos os momentários da nota anterior e reproduzir o que a revista escreveu sobre cada dos três ex-jogadores:

PELÉ: ponta de lança, o maior gênio que o futebol produziu. Fazia tudo com perfeição – da cabeçada ao lançamento, do chute ao drible inventado na hora, da tabelinha à proteção da bola. Mudou a história de um clube (Santos) e a própria história da evolução tática do esporte, já que por sua causa foram criadas funções até então inexistentes, como, por exemplo, o cabeça de área. Foi onze vezes artilheiro paulista e recordista de gol em um único campeonato (58, em 1958). Ganhou onze títulos estaduais, cinco brasileiros, dois Mundiais Interclubes e duas Libertadores. É o único jogador a conquistar três títulos mundiais. Marcou um total de 1279 gols e foi eleito o Atleta do Século, em 1980, por jornalista do mundo inteiro. Fez 115 partidas pela Seleção, marcando 97 gols.

MARADONA: o maior jogador do mundo na década de 80. Criou-se no Argentinos Juniors, de Buenos Aires, e estreou nos profissionais aos 15 anos, em 1976. Disputou três Copas do Mundo. Na de 1986, foi campeão e o melhor jogador. Em 1981, o Boca Juniors comprou parte do seu passe. Naquele ano, foi campeão argentino. No ano seguinte, o Barcelona, da Espanha, comprou-o. Em 1984, o ponta de lança foi para o Napoli. Em 1987, comandou a conquista do primeiro Campeonato Italiano da história do clube, e repetiu a dose em 1990. Nos quatro clubes em que jogou, marcou 281 gols, mais 31 pela Seleção.

DI STÉFANO: centroavante, um dos maiores jogadores da história do futebol. De 1945, quando iniciou a carreira no River Plate, até encerrá-la, em 1966, no Español, da Espanha, marcou 766 gols. Em 1946, jogou no Huracán por empréstimo; do ano seguinte até 1949, brilhou no River Plate. Desse ano a 1953, atuou no Millonarios, da liga-pirata colombiana. Viveu seu período de maiores glórias, porém, no Real Madrid, de 1953 a 1964. Ganhou oito títulos espanhóis, cinco Copas de Clubes Campeões consecutivas e um Mundial Interclubes (1960). Foi o maior jogador da Europa em 1957 e 1959. Atuou por três seleções: a argentina, a colombiana e a espanhola. Chamavam-no la Saeta Rubia (A Flecha Loira). Era habilidosíssimo, veloz, artilheiro e líder.

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