Pelé 70, na intimidade

Pelé 70, na intimidade

Robson Morelli

22 de outubro de 2010 | 21h49

Pelé completa neste sábado 70 anos. Poderiam ser 100.  Sua imagem é a mesma de sempre, das jogadas bonitas, dos gols impossíveis, das arrancadas para cima dos marcadores, das brincadeiras com a bola nos pés. Pelé não envelhece, não desaparece.

Cresci ouvindo suas histórias. Não acreditava em muitas delas. Estava errado. Pelé fez muito mais do que meu avô e meu pai me contavam. O jornalismo me proporcionou conhecê-lo, entrevistá-lo, ouvir algumas daquelas histórias de sua própria boca. E outras tantas inéditas. Também me proporcionou conhecer pessoas que conviveram com ele, amigos, companheiros de clube e de Seleção, gente que sempre demonstrou muito respeito pelo Rei e alta estima pelo que fez em campo.

Pelé é mesmo tudo isso que se diz dele. É imortal, eterno, mas real. É mais que santista. É do mundo. Acabo de fazer um caderno de 16 páginas sobre sua vida, que será lançado hoje na edição do Jornal da Tarde. Um trabalho que me deu muito prazer. Rever algumas imagens, se deparar com outras até então ‘inéditas’ em meu imaginário. Descobrir novas histórias, como a bola da sua última partida pela Seleção Brasileira contra a Iugoslávia, no Maracanã, em 1971. Ela estava no sótão da casa de um senhor nascido em Belgrado e que adotou o Brasil em 1953. Isso não tem preço.

Vida longa ao Rei. Que ele complete outros tantos anos. Edson Arantes do Nascimento pode até parar um dia, abandonar tudo e encostar o burro na sombra, como se diz de onde venho. Mas Pelé é para sempre. Enquanto existir futebol, existirá Pelé.

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