Pobre João

Robson Morelli

16 de outubro de 2009 | 00h27

João é palmeirense. Tem um bar que cuida com carinho, o mesmo dado a seus três lindos filhos. João deixou o trabalho nesta semana para encarar a fila de ingresso do Palestra Itália. Queria levar os filhos, todos palmeirenses como ele, no jogo contra o Flamengo, domingo. Quase desistiu. Ficou pacientemente na fila até chegar sua vez. Perguntou ao ‘organizador’ contratado pelo clube se poderia comprar quatro ou três entradas. O rapaz não soube responder. Perguntou se a filha de seis anos pagava ingresso. Também ficou sem resposta. Foi informado pelos jornais que precisaria levar apenas a carteirinha da escola dos meninos para comprar meia entrada. Na bilheteria do estádio lhe pediram as identidades. Não tinha. Ficou tão bravo que resolveu pagar por inteiras. Jurou ter visto o tal ‘organizador’ repassar ingressos pegos no próprio guichê para comparsas cambistas. Mais de um. Mais de uma vez. João voltou para o bar descrente com o futebol e mais ainda com as pessoas que trabalham nele.

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