‘Pode acontecer o pior’, disse o zagueiro Lúcio após derrota do Palmeiras. O pior é o rebaixamento

Com o tropeço em Minas, o time de Ricardo Gareca fica a dois pontos da lanterna. O que mais preocupa o torcedor, no entanto, é não ver uma solução a curto período. Ou seja: o Palmeiras é o sparring dos rivais no Brasileirão

Robson Morelli

10 de agosto de 2014 | 20h52

O zagueiro Lúcio deu a letra após a derrota do Palmeiras para o Atlético-MG, resultado já cantado na véspera porque esse time do Palmeiras não consegue ganhar de ninguém e o técnico Ricardo Gareca vai precisar de muito mais tempo para ajeitar a equipe. Se tiver esse tempo, diga-se. Porque o Palmeiras está a dois pontos da lanterna do Brasileirão. Não ocupa a zona da desgraça, mas está bem pertinho dela.

O elenco montado pelo presidente Paulo Nobre, com a ajuda de seus parceiros da diretoria, e também do próprio treinador, ainda parece fraco e sem entrosamento. E vai ficar assim por algumas semanas. Há algumas boas promessas, mas que não aconteceram ainda. Os estrangeiros, assim como o treinador, vão precisar de tempo para se adaptar e entender o que se passa por aqui, no futebol brasileiro.

Os brasileiros que estavam no time rendem abaixo do esperado ou o torcedor sempre esperou mais do que eles podem dar. A triste e malvada realidade. Talvez esse seja o problema do Palmeiras. Leandro vive de uma partida mais ou menos e três ruins. E todos os outros vão na mesma pegada.

E foi de Lúcio a frase profética: “Pode acontecer o pior”. Disse isso ainda no gramado do Estádio Independência, em Minas Gerais, após a derrota por 2 a 1. A frase tem efeito imediato no torcedor palmeirense, arrepiado com a possibilidade de ver seu time novamente entre os clubes candidatos ao rebaixamento. O ‘pior’ é a degola, a volta para a Série B. Disse aqui mesmo, nesta tribuna, que tinha gostado do Palmeiras contra a Fiorentina, numa das primeiras partidas que vi do time depois da Copa.

Se o leitor me permite, gostaria de mudar de opinião, não de time, mas de opinião. O Palmeiras está mal, seus jogadores fazem um gol e desistem da partida, recuam, como fazem os fracos e os medrosos. Não sei ainda se isso é recomendação do treinador ou se é decisão dos jorgadores.  Isso sem falar nos erros de passes. Um monte. Errar passes num estádio como esse do Atlético, com espaço e condições para jogar com facilidade, é demais. O Palmeiras representa hoje o nível do futebol brasileiro.

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