Por que Messi escolheu Ronaldo como o principal atacante que viu jogar?

Robson Morelli

28 de outubro de 2019 | 11h02

O melhor atacante… A resposta para a pergunta do título deste post é bastante simples. Porque Messi entende de futebol. Messi escolhe Ronaldo como o melhor atacante que viu jogar. Ambos não são contemporâneos no futebol. Ronaldo, aos 17 anos, disputou a Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos. Foi tetra. Era um garoto dentuço ainda. Não fez diferença naquela conquista, mas já estava entre os melhores do Brasil porque tinha condições de estar lá, apesar da pouca idade. Hoje, se Tite tivesse de levar um garoto de 17 anos para a Copa do Catar, poucos saberiam quem seria ele. Ronaldo já brilhava com essa idade no Cruzeiro.

Rivais na Espanha por um período… Ronaldo parou de jogar em 2011, vestindo a camisa do Corinthians. Já estava fora de forma e se esforçava muito para atuar em nível competitivo. Em 2003, Messi começava sua carreira no Barcelona. Era um garoto de cabelos longos e ainda assustado, mas também com potencial para ser tudo o que se transformou. Messi atua ao lado de Suárez, um dos melhores atacantes do mundo. Mesmo assim, aponta Ronaldo como o melhor da posição. Eram rivais na Espanha. Ele no Barcelona e Ronaldo no Real Madrid. Quando Messi foi lançado, Ronaldo já não estava mais no clube catalão.

Boa fase… Messi viu pelo menos cinco bons anos de Ronaldo pelo mundo. Viu sua carreira na Inter de Milão, na seleção brasileira e no próprio Real Madrid. Isso imaginando que o menino argentino não teve acesso ao que Ronaldo fez no PSV Eindhoven, da Holanda, onde, de fato, apareceu para a Europa. No time madrilenho, Ronaldo marcou 104 gols, e alguns de encher os olhos. Messi presenciou tudo isso de perto. Ronaldo participou de quatro Copa do Mundo (1994, 1998, 2002 e 2006). Na conquista do penta, mesmo em recuperação do joelho, foi um dos melhores.

Já sabíamos… A declaração de Messi só comprova, portanto, o que todos nós, brasileiros, já sabíamos. O fim de carreira de todo jogador é meio deprimente mesmo. O cara já não consegue fazer o que fazia em campo, ganha peso e se vê numa encruzilhada entre parar e continuar. O corpo já não responde mais ao que a cabeça manda e fica a lembrança das últimas apresentações. No Corinthians, Ronaldo já não tinha mais aquele arranque que o caracterizou na carreira. Pudera, estava bem acima do peso. Mas ainda era Fenômeno. Messi está coberto de razão. Sua imagem não pode ser a dos seus últimos dias.

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