Por que o Palmeiras emperrou com Muricy?

Robson Morelli

20 de agosto de 2009 | 11h44

O problema é dentro de campo. Os jogadores do Palmeiras precisam esquecer quem foi Muricy no passado, seu jeito grosseiro e tudo o mais que ouviram do outro lado do muro. Claro. Porque jogadores conversam entre si e sabem exatamente a dimensão do desgaste que houve com o treinador e o elenco do São Paulo. Ocorre que isso não é problema do Palmeiras. O grupo precisa olhar Muricy com os olhos de quem está diante de um técnico vencedor nos pontos corridos, trabalhador e que conhece do riscado. Muricy, por sua vez, não tem mais a desculpa de estar chegando. Já chegou. Se demorar para conseguir caldo desse elenco talvez fique tarde depois. É preciso usar cada um dos 11 da melhor maneira possível dentro da partida. E não é isso que está acontecendo. Não dá para começar um trabalho no meio da temporada. Então, Armero tem fazer o que sabe fazer pela esquerda. Jumar não pode cobrar falta. Pierre, que foi expulso na derrota de ontem para o Coritiba, anda afoito. Nunca foi assim. Cleiton Xavier foi o único que se salvou da mediocridade no Paraná. De 10 apenas 1. É pouco. Sobrecarrega. Infelizmente para Muricy não há tempo para arrumar o time. E o contraditório nisso é que ele será cobrado por ter tido tempo de sobra para ganhar jogos. Percebe como é complicada a situação. O resto é conversa de boteco.

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