Portuguesa sofre outra goleada no STJD

Robson Morelli

27 de dezembro de 2013 | 13h26

O tribunal Pleno do STJD condenou na manhã desta sexta-feira a Portuguesa à Série B do Campeonato Brasileiro, como se imaginava após os procuradores da Primeira Comissão Disciplinar fazerem o mesmo semanas atrás. Foram duas goleadas, uma em cada tempo do julgamento. Os argumentos dos que condenaram a Lusa foram praticamente os mesmos da sessão passada: a Portuguesa se valeu do uso de um jogador irregular por 13 minutos na partida contra o Grêmio na última rodada do Brasileirão. Isso não pode.

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Tirando todas as retóricas incompreensíveis, por vezes, ao leitor e torcedor comum dos magistrados que compunham a mesa do STJD e também dos advogados, algumas lições podem ser tiradas de tudo isso: clube fraco nos bastidores será sempre condenado, os procuradores pensam parecido, o relator, primeiro que vota, influencia os demais, advogados se odeiam e o tribunal é soberano no futebol. Nenhum voto dos procuradores beneficiou a Portuguesa. A goleada desta sexta foi de 8 a 0. Havia um nono voto em caso de empate, mas nem precisou.

E se a Portuguesa desce, alguém sobe. No caso, o Fluminense, que perdeu em campo seu direito de disputar a Série A, mas que agora, como essa decisão, terá o direito à nova vida. Não digo que foi um julgamento de cartas marcadas porque não tenho provas disso. Se foi, de fato, um dia elas (as provas) vão aparecer. Ocorre que não deixa de ser intrigante, para dizer o mínimo, o fato de o Fluminense, o grande beneficiado disso tudo, anunciar seu novo treinador, Renato Gaúcho, como técnico da equipe em 2014 dois dias antes da condenação da Lusa.

Ora, esse acerto foi dado como certo dois dias antes do julgamento da Portuguesa, de sua condenação e da consequente volta do Fluminense para a elite do futebol nacional. Duvido que Renato Gaúcho comandaria o Flu na Segundona. DUVIDO.  Os caminhos da Portuguesa agora são dois: recorrer ao tribunal esportivo da Fifa na Suíça ou comprar briga na Justiça Comum no Brasil. Também duvido  do envolvimento da Fifa nesse episódio. E acho que os dirigentes do Canindé não vão recorrer ao tribunal comum temendo ser ainda mais punido.

Todos sabem que a Fifa não perdoa seus filiados que recorrer às decisões judiciais fora da espera desportiva. Seria mais uma derrota e condenação, e aí quem sabe para sempre.

É fato também que o futebol brasileiro regrediu ao se permitir que a tabela fose alterada após o apito final do Campeonato Brasileiro. Com isso, ninguém está mais seguro de nada. É preciso resaltar ainda a negligência do time do Canindé ao não acompanhar como deveria os julgamentos de seus jogadores. Que sirva de lição para a profissionalização dos clubes, pelo menos dos clubes sérios do futebol brasileiro.

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