Pressionado, de novo, Fernando Diniz vai deixar medalhões do São Paulo no banco

Time do Morumbi estreia no Brasileirão contra o Goiás, domingo

Robson Morelli

07 de agosto de 2020 | 10h39

O São Paulo voltou a ser pressionado após sua eliminação no Paulistão. O time era cotado dentro e fora do Morumbi como favorito para ficar com a taça estadual, que não ergue desde 2005. Com o fracasso diante do Mirassol, alguns dedos foram apontados em direção a Fernando Diniz e alguns medalhões do elenco, como Alexandre Pato, Hernanes e Daniel Alves. Não há culpa nesse caso, mas o fardo pesado sempre é distribuído aos mais fortes. No caso, de quem se espera mais em campo. É muito ruim para o São Paulo entrar numa competição dessa forma, pressionado e sob o olhar de desconfiança. É um firme que se repete.

Tem sido assim há anos e nunca dá certo. O São Paulo sempre fica pelo caminho. O jogo de estreia é contra o Goiás, fora de casa. Uma nova logística deve ser feita para que os times encarem viagens e hotéis. Tudo isso traz uma preocupação a mais. Vai ser um Brasileirão diferente.

Diniz promete mexer no time de cara. A ideia é fortalecer o meio de campo, com mais marcação. Pedir para ajeitar a defesa é chover no molhado. O emprego do treinador depende disso, sobretudo dos resultados. Não há mais crédito. Há uma marca comentada nas redes sociais, aleatória, de que Fernando Diniz tem de se dar bem nas cinco primeiras rodadas. 15 pontos. Essas partidas serão um termômetro de avaliação do seu trabalho. O clube vive os últimos meses de mandato do presidente Leco e isso vai se tornar um assunto relevante e corriqueiro neste segundo semestre também.

Na ordem, o São Paulo encara:
Goias
Fortaleza
Vasco
Bahia
Sport

 

 

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