Procuram-se árbitros competentes e com personalidade para trabalhar no futebol brasileiro

Paga-se bem, perto de R$ 4 mil por partida. Requisitos: ser honesto, não ser confuso ou trapalhão, pensar e correr ao mesmo tempo e conversar menos na hora do expediente.

Robson Morelli

23 Outubro 2018 | 11h59

Se você tem fôlego para 90 minutos, com descanso para lanchinho de 15, e consegue correr e pensar ao mesmo tempo, enxerga bem, e de longe, e não conversa no expediente, vire árbitro de futebol no Brasil. A remuneração é boa, perto de R$ 4 mil por partida, sem os descontos de lei. Não precisa experiência, até porque ela não vale de nada. Há vagas em todos os Estados nacionais. Só é preciso passar no psicotécnico. Diferenciar uma mão na bola de uma bola na mão. Decorar 17 regras. Tomar decisões sem esperar que alguém passe cola pelo ponto eletrônico. Ter personalidade e não ser um sujeito frouxo. Se você tem essas características, certamente será um bom árbitro de futebol.

Porque os árbitros empregados no Brasil, que apitam o Campeonato Brasileiro, portanto, o melhor nível do nosso futebol, são umas lástimas. Não vou citar nomes para não ofender ninguém. Mas não se salva um. ‘Unzinho’. É tudo peladeiro da arbitragem. É claro que me refiro à rodada do fim de semana do Brasileirão, mais especificamente ao jogo desta segunda-feira entre Internacional 2 x 2 Santos. O banana errou tudo, demorou 6 minutos para tomar uma decisão, esperou pelas imagens da TV que desta vez não vieram, tampouco a “voz de deus” de alguém da comissão de arbitragem presente no estádio, o que não pode por lei. Irritou a todos.

Pior. O cara parecia um cachorrinho perdido em dia de mudança. Não sabia para que lado ir, com quem conversar. Levou seis minutos para tomar sua decisão. O pior é que agora vem alguém da Comissão de Arbitragem e diz que o cara fez tudo certo, como a comissão tem feito em suas avaliações. Chega de desculpas. O futebol brasileiro está um horror por causa também desses árbitros ridículos, incompetentes e sem noção. Não valem o troco que ganham. Deveria entregar o apito como se faz na várzea quando “sua senhoria” faz um péssimo trabalho. Isso quando eles não saem de camburão. É preciso dar um basta. Chega de colocar árbitros na geladeira. É preciso demiti-los. Árbitros, bandeiras e aqueles cones que ficam atrás do gol. São todos descartáveis.

É preciso contratar novos juízes. Importar se for o caso. É preciso mudar a Comissão de Arbitragem. Todos. Não dá mais. Entrega o apito para o Arnaldo Cezar Coelho. A regra precisa ser clara. Chega dessa arbitragem cega. Chega!!!!!