Quanto custa Pato? 10 milhões de euros e salário anual de 4 milhões de euros

Em dinheiro do Brasil, o atacante será vendido por quem concordar em pagar R$ 38,5 milhões ao Corinthians/São Paulo e aceitar contrato de R$ 15,4 milhões anuais ao jogador

Robson Morelli

17 de agosto de 2015 | 20h42

Esses são os valores de Alexandre Pato para a Europa. O blog teve acesso a informações para negociar o jogador nessas bases até 23 de agosto, dias antes de a janela da Europa fechar. Para ter o contrato de Pato, qualquer clube da Europa, de qualquer país, terá de pagar 10 milhões de euros (R$ 38,5 milhões) ao Corinthians, com parte para o São Paulo porque o clube do Morumbi tem acordo de empréstimo com o atacante até dezembro, e mais salário anual de 4 milhões de euros, o que daria em dinheiro do Brasil a quantia de R$ 15,4 milhões – quase R$ 6 milhões a mais do que recebe no futebol brasileiro.

Clubes da Alemanha, Espanha, Itália e Inglaterra estão interessados. A bola da vez é o alemão Wolfsburg. O Corinthians força a barra para se livrar do jogador. Não há mais clima para que Pato regresse ao clube do Parque São Jorge. Pato também assina com o primeiro que aceitá-lo. Ele próprio sabe que sua carreira vai andar para trás se voltar ao Corinthians. Por isso, toda vez que encontra um microfone aberto para falar, diz que sua ‘história na Europa ainda não acabou’. Há ainda outro inconveniente para os clubes do Brasil: o salário mensal de R$ 800 mil, pagos 50% pelo São Paulo e 50% pelo Corinthians. Tanto um quanto outro não têm condições de bancá-lo sozinho. O São Paulo também não tem dinheiro para comprá-lo por esse valor.

O próprio presidente Roberto de Andrade passou a procuração para empresas e agentes interessados em ajudar no negócio. É claro que há uma comissão para quem conseguir a proeza. A autorização tem validade do dia 8 ao dia 23 de agosto. E só vale para a Europa. Não se sabe quantas empresas têm esse documento para vender o atacante. Sabe-se, no entanto, que há muita gente trabalhando para isso. O próprio Pato, com todos os seus representantes, cava um lugar na Europa. A fase pode ajudá-lo. Baixar a pedida também. O estafe do jogador esperava uma convocação de Dunga para os amistosos do Brasil contra Costa Rica e Estados Unidos, que não veio. Isso certamente teria peso e eco do outro lado do Atlântico.

 

 

 

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