Que falta faz um goleiro de confiança: todos estão no mesmo nível

Robson Morelli

27 de agosto de 2012 | 15h04

Como um dia infeliz de um goleiro pode atrapalhar a recuperação de um time. Foi o que aconteceu com o goleiro Bruno, do Palmeiras. Ele ‘aceitou’ os dois chutes de Neymar, ambos de bem longe do gol. O segundo, em bola rolando, foi até pior. Faltou braço para tirar a bola, que morreu mansamente no cantinho. O fato é que o Palmeiras, como tantos outros times do Brasil, não tem um goleiro de primeira linha, desses de fechar o gol e impedir derrotas. O Brasil não tem esse jogador debaixo das traves.

Bruno e todos os outros são medianos, no sentido de goleiros nota 5 num dia, 6 no outro. E quem paga a conta é o pobre torcedor. O Palmeiras jogou bem melhor que o Santos. Falhou no ataque, mas sobretudo na defesa, no gol. Não era para sofrer os gols de Neymar, repito. Nada contra Bruno ou qualquer outro desses goleiros do Brasil. Mas quando não se tem alguém fora de série debaixo do gol, está-se sujeito a amargar esses resultados.

Isso explica em parte a corrida do técnico Mano Menezes para encontrar um goleiro para a seleção.

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