Quem devemos culpar pela entrada de Rildo em João Paulo?

Quem devemos culpar pela entrada de Rildo em João Paulo?

O próprio jogador do Vasco, mas também a arbitragem

Robson Morelli

20 de março de 2018 | 13h23

A resposta mais simples para a pergunta do título seria o próprio Rildo, atacante do Vasco, que não pensou duas vezes ao levantar o pé e entrar no meio da perna do colega de profissão do Botafogo. É ele, de fato, que não pensou nas consequências numa jogada que ocorreu no meio de campo, sem perigo e com o gol longe. Confesso que tenho visto esse tipo de jogada com mais frequência no futebol brasileiro. Essa entrada com o pé mais alto, por cima do rival. Trata-se apenas de uma percepção de quem vê muitos jogos, a maioria pela TV.

Esse tipo de dividida já tirou muitos jogadores de combate. João Paulo quebrou a perna em dois lugares, ficará mais de seis meses fora de combate. Rildo não foi expulso. Só levou cartão amarelo porque o árbitro Leonardo Garcia Cavaleiro teve tempo de pensar na falta, viu a perna do jogador do Botafogo quebrada e tomou sua decisão, para não dizerem depois que ele deixou o jogo seguir. Nem mesmo o grupo que avalia a arbitragem do Rio optou pela pena ao árbitro. Uma vergonha.

O juiz em questão foi empurrado por todos os jogadores, dos dois lados, tamanha sua “autoridade” em campo naquele momento. Estava perdido. Não viu nem coibiu a jogada dura. É um típico exemplo da qualidade da arbitragem no futebol brasileiro. Fraca. Sem rumo. Só que agora ela se apega ao árbitro de vídeo para resolver todos os seus problemas.

Jaílson pegou três jogos de punição pelo pênalti cometido em Renê Júnior no clássico entre Corinthians e Palmeiras. Rildo deveria pegar prisão perpétua então? Isso para justificar que não há critérios no trabalho dos árbitros do Brasil. Isso tem também matado aos poucos o futebol nacional.

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