Quem é o novo técnico do Palmeiras? Escolher é tão importante que deveria haver uma comissão

Busca-se um perfil que combina com a filosofia do clube, como faz o Barcelona, ou um comandante capaz de ganhar título de qualquer forma? Alguns setores do futebol deveriam participar, claro, se tivessem inteligência para isso, como a torcida

Robson Morelli

03 de setembro de 2019 | 10h48

A pergunta… Quem é o novo técnico do Palmeiras? A pergunta corre de boca em boca entre os palmeirenses e também entre torcedores de outras equipes. Mano Menezes é o mais cotado nesse momento. A diretoria já ofereceu um contrato até 2021, conforme informou o Estadão. A bola estão nas mãos de Mano, que vem construindo trabalhos bons e alguns nem tão bons assim desde os tempos de Grêmio, Corinthians, seleção brasileira e Cruzeiro. Mais ou menos como Felipão.

Não há muitos no mercado… Não há muitos outros técnicos no mercado brasileiro de encher os olhos. Há gente inteligente no futebol que precisaria se preparar melhorar, mais ou menos como fez Rogério Ceni no Fortaleza. Fora do Brasil, um nome que poderia ser interessante, mas ele está empregado e num time legal, o River Plate, é Gallardo, que também trabalha para assumir a seleção argentina. O cara tem a pegada da Libertadores, sangue nos olhos. Cada um tem seu treinador. O torcedor brasileiro gosta de defender suas ideias.

Colegiado… Escolher um técnico é tarefa tão difícil que deveria existir nos clubes um colegiado para fazer isso, nos moldes do que acontece no Vaticano para eleger um papa. No Brasil, isso é muito sério. Alguns setores do clube deveriam ser obrigados a participar, além da turma da diretoria de futebol e do presidente. Os conselheiros do Palmeiras, por exemplo, deveriam ter voz mais ativa. A torcida poderia participar também, se tivesse mais inteligência para isso. Não tem. Os caras só pensam em pedir a cabeça e criticar.

Segurança… Ninguém me tira da cabeça que Felipão perdeu a mão também porque se sentiu ameaçado fisicamente pelos torcedores organizados. Os bastidores dos clubes são pesados. Há gente de todo tipo. No Palmeiras, por exemplo, a torcida é infiltrada e alguns membros são do conselho. Poderiam ser mais bem preparados.

Hora de revisão mais completa… A escolha do treinador não pode ser restrita ao diretor de futebol, Alexandre Mattos, no caso do Palmeiras. Ele acerta porque vai tentando, contratando aos montes. Pelo menos é assim que monta elencos. Contrata. Contrata. Contrata. Mattos disse que Felipão não sairia. E saiu. Então ele também está trabalhando mal. A hora é de uma revisão completa.

Meu Palmeiras… Há muitos palmeirenses que querem o “Palmeiras de volta”. A impressão é que o clube foi entregue para pessoas que começaram a frequentar o local não faz muito tempo. E isso tem minado a relação dos “antigos palmeirenses”. Há muito descontentamento. E tudo isso também passa pelo futebol.

Presidente… “Mano, não” tem sido uma manifestação forte nas redes sociais. Daí a importância de se escolher certo, para que o escolhido tenha, no mínimo, uma temporada para trabalhar tranquilo, sem pressão acima da conta, a fim de poder fazer suas mudanças e implementar suas ideais. Sou do tipo que acredita nas pessoas até que elas provem que não mereciam minha confiança. Também acredito que todos podem mudar. Talvez o presidente Mauricio Galiotte tenha repensado algumas decisões e está disposto a ser ele um dos protagonistas do Palmeiras, como deveria ser desde o começo. Deveria ouvir mais sua gente e aí sim ajudar na escolha.

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