Razoável para o São Paulo. Péssimo para o Corinthians

Robson Morelli

28 de julho de 2013 | 18h27

O empate sem gols no Pacaembu até que ficou de bom tamanho para o São Paulo, mas muito ruim para o Corinthians. Claro. Os donos da casa, embalados por sua torcida, não conseguiram se impor no marcador, como todo torcedor corintiano imaginava que seria. Dos três setores armados por Tite, a defesa foi o que melhor funcionou. O meia de campo produziu pouco e o ataque, mais uma vez, deixou a desejar. Disse na rádio Estadão, ao amigo Weber Lima, antes da partida, que se a fase do São Paulo era amarga, a do Corinthians no Brasileirão também não era das mais doces. E isso foi comprovado pela declaração de Emerson Sheik: “Precisamos nos reencontrar no Brasileiro”.

Então o resultado de 0 a 0 foi ruim para o campeão da Recopa, que ainda não entrou na competição como se esperava dele. Tem 11 pontos e ainda está muito longe dos adversários de outros estados que trafegam na parte de cima da tabela.

Do outro lado, o esfarrapado São Paulo lamentou, é verdade, recorde negativo em sua história: nunca havia ficado 12 partidas sem vencer. Nunca. O empate com o Corinthians se transformou em mais esse fardo. Ocorre que as mudanças que Paulo Autuori fez na equipe, apequenando o São Paulo, diga-se, acabaram surtindo algum feito positivo em campo. Com três volantes, o time assumiu sua  posição da tabela em campo, jogou como pequeno para não perder. E, cá entre nós, nesta fase, foi muito melhor empatar com um rival paulista do que perder mais uma no torneio. Os jogadores do São Paulo precisavam desse empate diante do Corinthians. A derrota arrebentaria o elenco.

As gratas surpresas do São Paulo no Pacaembu foram a boa atuação de Fabricio no meio de campo e a de Paulo Miranda na defesa. Houve momentos na disputa que o São Paulo foi até mais perigoso, não fosse a limitação de seus atacantes. O time também não jogou com Ganso, que ficou no banco, Luis Fabiano, machucado, e Lúcio, afastado, provavelmente em definitivo. Quando Jadson melhorar no passe como era no passado, antes mesmo da Copa das Confederações, o time vai ganhar muito com essa formação. E, claro, de Fabrício não se machucar de novo.

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