Roger Machado tem de cobrar o elenco e a diretoria tem de aumentar a pressão no técnico

Torcedor esperava, em março, ver mais desse time, mesmo com alguns reservas em campo

Robson Morelli

06 Março 2018 | 10h34

Quatro partidas sem vencer, um bom começo na estreia da Libertadores e a classificação assegurada para a fase de quartas de final do Campeonato Paulista. O torcedor do Palmeiras deveria estar satisfeito com o time. Mas não estão. As derrotas para Corinthians e, nesta segunda, para o São Caetano, mesmo a despeito de o técnico Roger Machado ter usado uma equipe reformulada, colocaram um grande ponto de interrogação sobre o rendimento do Palmeiras. Vale lembrar que a boa vitória na Libertadores, sobre o Junior, na Colômbia, aconteceu também porque o time estava com um jogador a mais.

Assim, Roger Machado deve mesmo cobrar o elenco, aumentar o tom e provocar a fim de mexer com o brio dos jogadores, ou de alguns jogadores. O time, contra o Azulão, foi péssimo, sonolento, esforçado, mas sem efetividade, com muitos erros e caneladas. Talvez tenha sido a pior partida do Palmeiras no ano. Eram reservas e desentrosados? Sim, mas isso não pode servir de desculpas em março. Estamos falando de um time caro, mesmo os reservas. Até mesmo quem estava bem, como Keno, jogou mal, muito mal. Foi uma bagunça.

Mas Roger também deve receber um puxão de orelha por ainda não ter encontrado uma maneira mais clara de atuar e um time mais sólido em campo. Tem a obrigação de rodar um elenco numeroso e de qualidade, mas não pode colocar todos para jogar nos mesmos 90 minutos, como fez no Allianz Parque diante do São Caetano. Ele queima meio grupo dessa forma. É claro que essa não foi sua intenção, mas a impressão que os palmeirenses têm hoje é que esses caras que jogaram na segunda não servem para vestir a camisa do time.

Mais conteúdo sobre:

palmeirasRoger Machado