Rogério Ceni não tomava gol como o de Robinho, nesta quarta, na Arena Palmeiras

Rogério Ceni não tomava gol como o de Robinho, nesta quarta, na Arena Palmeiras

Ceni errou em esticar sua carreira pensando somente na Libertadores. Deveria pensar em sua condição física e técnica

Robson Morelli

25 Março 2015 | 23h01

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A torcida do São Paulo tem Rogério Ceni em alta conta pelos 20 anos defendendo o gol do time. É inegável, no entanto, que o goleiro do time do Morumbi já não tem mais a mesma agilidade e tudo mais que um goleiro precisa ter para atuar em alto rendimento. O gol marcado por Robinho no clássico desta quarta com o Palmeiras é mais uma prova disso. Ceni passou do ponto. Errou feio ao esticar sua carreira pensando somente na Libertadores. Deveria pensar também em sua condição física e técnica. É compreensível um jogador de futebol titubear na hora de parar, afinal, todos eles fazem isso desde os 12, 13 anos. É natural então que fique sem rumo diante da aposentadoria.

Ocorre que Ceni, aos 41 anos, expõe o São Paulo a tomar gols que antes não tomava. Ele errou ao chutar a bola de fora da área, como não errava antes, no peito de Robinho. O palmeirense, em ótima fase, diga-se, encheu o pé para fazer um golaço. Ceni tentou voltar para a posição desesperadamente, sem saber ao certo onde estava e vendo a bola cair em suas costas, para dentro do gol. Antes, Rogério não tomava esses gols. Ele continua fazendo boas defesas, sendo importante para o São Paulo, comandando o time, mas agora sujeito a lances como esses.

Nesse jogo em que o Palmeiras foi muito superior, é preciso ressaltar também a vontade dos jogadores dirigidos por Oswaldo de Oliveira. O time mordeu desde o começo, os gols foram saindo, sem chance para o adversário. Isso também expõe o goleiro. Com a decisão do São Paulo de continuar com seu número 01, o clube tem agora de aceitar algumas de suas deficiências.  Penso que Ceni poderia ter parado por cima, bem por cima, e não se submeter a situações ruins para sua imagem e carreira.

EM TEMPO
Penso que Muricy decretou sua saída ao tirar Pato após a expulsão de Toloi.

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