Ronaldo contra Zidane para combater o Ebola na África

Ronaldo contra Zidane para combater o Ebola na África

Craques voltam a vestir as chuteiras em jogo beneficente nesta segunda-feira em Saint-Étienne

Robson Morelli

16 de abril de 2015 | 16h13

Nesta segunda-feira, o torcedor poderá matar saudade de dois craques do futebol mundial: Ronaldo e Zidane. A dupla, que atuou junta no Real Madrid e foi rival na Copa do Mundo de 1998, na França, vencida pelos franceses e quando o brasileiro teve um piripaque, volta a vestir as chuteiras em jogo beneficente marcado para o Estádio Geoffroy Guichard, de Saint-Étienne, agora ambos na condição de Embaixadores da ONU.

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A partida faz parte dos eventos da 12º Partida das Nações Unidas, cujos benefícios serão revertidos ao combate da epidemia de Ebola na África, principalmente para países como Libéria e Serra Leoa. Jogadores como Drogba, Cafu, Van der Sar, Seedorf, Karembeu e Abidal também estão nessa. O juiz da partida, que deverá ter 90 minutos, mas que certamente Ronaldo não suportará devido à sua condição física, é o italiano Pierluigi Collina, chefe dos árbitros da Uefa, também já fora de combate.

Ver Ronaldo e Zidane em campo foi um privilégio. Zidane era completa e conseguiu simplificar ao extremo a arte de jogar futebol. A bola parecia mansa em seus pés e movimentos. Craque. Ronaldo foi o maior atacante que vi jogar, rápido, inteligente, destemido. Seu carisma, principalmente com as crianças, era tremendo onde quer que fosse.

“Sinto-me honrado em poder ajudar as pessoas vítimas do Ebola. Faço um apelo para que todos ajudem e que com o dinheiro possamos encontrar soluções para essa epidemia”, disse Drogba, ressaltando a participação dos colegas do futebol convidados a participar da festa.

Ronaldo está com 38 anos. O brasileiro, que deixou o futebol vestindo a camisa do Corinthians em 2011, comprometeu-se a fazer um trabalho especial de condicionamento físico para esse jogo beneficente. Não vai afinar, mas quer ao menos não passar vergonha diante do rival Zidane ainda fininho. Também faz parte dos planos do ex-atacante da seleção brasileira jogar no Fort Lauderdale Strikers, clube dos Estados Unidos de sua propriedade. Sua intenção é estar em campo dia 8 de agosto, quando sua equipe terá confronto com o New York Cosmos, do seu colega Raúl.

A ONU já organizou 11 jogos contra a pobreza, desde 2003, e já arrecadou mais de US$ 4 milhões (R$ 12 milhões), dinheiro destinado para reconstruir cidades que sofreram com terremoto no Haiti e Paquistão e com os tufões nas Filipinas, por exemplo.

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