Santos leva a decisão para a Vila graças ao marasmo do Corinthians

Robson Morelli

08 de maio de 2011 | 19h24

Muricy conseguiu o que queria: segurar o Corinthians em sua casa, abarrotada de gente, e levar a decisão para a Vila no próximo domingo. Até lá, já saberá a quantas anda o rendimento do time na Libertadores após a partida do meio de semana. O Santos está arrebentado, mas a hora é de superação. Vale título e prestígio. Muricy também arrumou um problemão: a contusão de Ganso. Sem ele, o Santos torna-se 50% comum. Neymar segura a onda nos outros 50%.

O atacante, aliás, chamou a responsabilidade depois que Ganso se foi. Fez três ou quatro boas jogadas que poderiam ter dado a vitória para seu time.

O Corinthians foi mais perigoso no primeiro tempo, mas carente dos arremates certeiros e de um ou dois jogadores bons de bola, principalmente na armação. O que o time mais fez de bom foi chutar a gol, embora as conclusões fossem quase todas para fora. Liedson foi sempre perigoso quando a bola chegava nele, algumas quadradas.

O problema foi que não vi nada de diferente no Corinthians que pudesse surprender o Santos. Como também o time não demonstrou nada diante do Palmeiras, quando empatou no tempo normal e ganhou nos pênaltis. Tite trabalhou a semana toda, trancou alguns treinos, evitou novas polêmicas e aceitou o árbitro sorteado na FPF. Tudo como mandava o script. Só se esqueceu de treinar alguma coisa a mais para ganhar do Santos. Fui um time comum, muito mais comum até que em outras partidas decisivas dentro do Pacaembu.

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