Santos manda alerta para o futebol sobre os perigosos do contágio da covid-19

Time sofre com surto da doença em seu elenco, comissão técnica e elenco feminino

Robson Morelli

12 de novembro de 2020 | 11h08

A pandemia não acabou. Esse é o alerta que o Santos dá ao futebol brasileiro. Com 10 jogadores contaminados pela covid-19, membros da comissão técnica, entre eles o técnico Cuca, que permanece internado em São Paulo, e 14 atletas do time feminino, o clube sofre com a doença num período em que muita gente anda baixando a guarda. O uso de máscaras, o ato de lavar as mãos, de manter a distância das pessoas e isolamento social ainda fazem parte dos protocolos de segurança do futebol e da sociedade de modo geral.

Os exames positivos no Santos alertam para isso. Além da preocupação com a doença e seus males, o time ficará sem atletas para mandar a campo no Brasileirão e talvez na Libertadores. O risco de isso acontecer existe. Os contaminados precisam ficar ao menos 10 dias de molho, isso se eles não apresentarem nenhum sintoma mais grave. A preocupação é grande. Não adianta agora tentar entender como se deu esse surto. Isso só trará mais sofrimento. É hora de manter os protocolos, reforçar os pedidos de segurança, alertar a todos da necessidade de continuar na luta contra a covid-19, sem festas, encontros, reuniões.

É preciso ter muita atenção. A CBF deveria cancelar o jogo do Santos neste fim de semana. Outra data deveria ser encontrada. Paciência. É um caso grave, único, de uma temporada diferente e perigosa. O futebol não pode correr riscos desnecessários. Já entendo que há riscos em todas as partidas, controlados, mas há. E todos os outros clubes devem olhar para o time da Vila Belmiro, aprender com os fatos. E não condená-lo. Não é hora disso.

O futebol tem sido um momento de diversão para todos nós. E deve continuar sendo. Mas com segurança.

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