São Paulo arma estratégia de guerrilha para manter Daniel Alves na folha de pagamento

São Paulo arma estratégia de guerrilha para manter Daniel Alves na folha de pagamento

Nova diretoria faz as contas, busca caminhos alternativos e vai ao mercado para tentar pagar seu camisa 10 por mais uma temporada; há acertos para serem feitos com ele e um contrato de mais dois anos para honrar

Robson Morelli

03 de março de 2021 | 12h40

Não está fácil para o São Paulo costurar uma estratégia financeira para bancar Daniel Alves na temporada. Há muito desejo de todas as partes para que ele continue no clube, ajude o time e faça a vez de capitão para Hernán Crespo. O clube tenta armar uma estratégia de guerrilha para arrumar dinheiro. Não é pouco. Ele veio com vencimentos da Europa, altos para os atuais padrões do futebol brasileiro da atualidade. Daniel tem contrato por mais dois anos, até 2022, e um contrato assinado. Em campo, parece que tudo está mais bem encaminhado. Crespo conta com ele e toda a diretoria de futebol entende sua importância.

Foto: Estadão Conteúdo

O problema é o dinheiro, ou a falta dele. O São Paulo faz as contas para saber de onde vai tirar a verba. Há ainda negociações do que ficou para trás em 2020. O mercado é um caminho, mas existe o receio de mais endividamento. Sem público, parte das receitas não entram. Há patrocinadores caindo fora e outros em fase de renegociação. Não está descartado a velha promessa de encontrar um parceiro só para Daniel Alves.

O rendimento do time nesse começo de Paulistão pode ajudar. O Estadual é o maior objetivo do São Paulo. Está mais próximo e é mais fácil. Teoricamente. O time não ganha nada desde 2012. Isso incomoda muita gente no Morumbi, inclusive o novo presidente Julio Casares. A ideia é compor um pacotão para Daniel até o fim do Regional. Embora o cenário financeiro não seja positivo, ninguém jogou a toalha ainda. As conversas são francas e boas, como devem ser. Daniel pode repensar seus vencimentos para ficar. O São Paulo promete fazer de tudo para mantê-lo.

Quando chegou, o próprio Daniel disse que faria de tudo para se manter e lutar pelo clube, o que tempo que conseguisse. Ele não é um jogador em fim de carreira. Longe disso. Daí a necessidade e entendimento do São Paulo de tratá-lo com o peso da história que carrega. O São Paulo ficaria mais fraco sem ele nesse momento. Na primeira rodada do Paulistão, segundo o Footstats, Daniel deu 119 passes certos, sete passes para finalização de companheiros e cinco cruzamentos certeiros. Na temporada 2020, fez 52 jogos.

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