São Paulo demite Autuori e traz de volta Muricy Ramalho, o salvador da pátria

Robson Morelli

09 de setembro de 2013 | 19h59

Será que foi uma boa trazer de volta Muricy Ramalho para o São Paulo? Ele saiu porque a torcida já não suportava mais seu trabalho, tampouco parte da diretoria. O mesmo aconteceu no Santos, em seu último trabalho. Vejo sua contratação como um ato de desespero do presidente Juvenal Juvêncio, que primeiro demitiu Ney Franco e nesta segunda, depois de dois meses no cargo, fez o mesmo com Paulo Autuori. O lugar-comum de que futebol é resultado e não planejamento só existe por causa dessas atitudes. Pode até ser que o São Paulo não seja rebaixado, mas ninguém nunca saberá se Autuori não teria condições de resolver a situação até o fim da temporada.

Sou sempre contrário à troca de treinador no meio da temporada. Ninguém duvida também que não existe cordialidade nesse meio. Porque Muricy foi confirmado no mesmo dia da saída de seu colega de profissão. E como ele, poderia ter sido chamado outro e outro e outro e todos estariam prontos. O certo é que os treinadores também não se respeitam como costumam pregar por aí. Não digo que esse seja o caso de Muricy, mas o fato de ele ser confirmado no mesmo dia da saída de Autuori pode indicar que já havia uma negociação prévia em curso. Posso estar errado.

Também é fato que Autuori teve todas as chances possíveis no comando do São Paulo. Em 16 partidas, perdeu 9. É muita coisa. O time não consegue reagir e emplacar uma sequência de bons resultados. Patina e não sai da zona de rebaixamento. E as rodadas vão ficando para trás. Muricy tem 19 rodadas para salvar o São Paulo. O treinador volta depois de quatro anos fora, demitido sobretudo por não se dar bem com alguns dirigentes do clube.

Como missão, além de somar pontos e somar pontos, precisa recuperar a confiança de Rogério Ceni e fazer jogar três bons jogadores do elenco: Luis Fabiano, Jadson e Ganso. Juntos. É bem provável que o São Paulo jogará a partir de agora como time pequeno, para não perder mais pontos, e tentar resolver no talento de um de seus jogadores de frente. Tem 18 pontos em 19 jogos.

UM DIA VOU FALAR ISSO PARA ELE
Essa é para o Gilson Kleina, técnico do Palmeiras
‘O time joga melhor quando joga para frente, sem medo de perder e com jogadores mais criativos. Quando faz um gol, precisa continuar tentando fazer mais e mais.’

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