São Paulo fez a coisa certa: segurar Diniz até o fim do Brasileirão e depois reavaliar

São Paulo fez a coisa certa: segurar Diniz até o fim do Brasileirão e depois reavaliar

Mais uma vez, Raí sai em defesa do treinador, talvez como seu último ato no clube, e Daniel Alves promete reação imediata; jogo com o Coritiba neste sábado é importante

Robson Morelli

22 de janeiro de 2021 | 09h18

O São Paulo não vai demitir o técnico Fernando Diniz faltando sete rodadas para o fim do Brasileirão. A decisão me parece acertada, com todos os problemas de comando do time e queda no rendimento. Raí, mais uma vez, talvez como seu último ato, manteve sua confiança no treinador. Daniel Alves, um dos mais criticados após a derrota por 5 a 1 para o Inter e perda da liderança, apareceu para também se amarrar com o treinador. Pediu sua permanência, confiança e fé. O São Paulo perdeu feio, fez seu torcedor chorar, mas não está morto.

Foto Alex Silva/Estadão

Está na cola do líder Inter e terá de somar pontos para retomar a ponta. Teoricamente, tem um jogo mais fácil na próxima rodada, contra o Coritiba. Já o Inter encara o rival Grêmio, que tem levado a melhor no clássico. Renato Gaúcho tem deitado e rolado diante do seu maior rival. Se o Inter perder e o São Paulo ganhar, o cenário muda.

Ocorre que há um terceiro postulante ao título, o Flamengo, que bateu bem o Palmeiras por 2 a 0 e faz corrida de recuperação. Já é terceiro, sendo visto pelo retrovisor pelos dois primeiros. Penso que a briga ficará com esses três. De qualquer maneira, Diniz entendeu alguns recados. Reuniões foram feitas no Morumbi após a surra. Muricy também é favorável à permanência de técnico. O principal recado é não jogar mais com saídas de bola perigosas. O goleiro Volpi vai quebrar mais bolas. Chega de passar e insistir com retomadas pelo meio, com seu companheiro de costas para a marcação. O São Paulo sofreu muito com isso na temporada.

Não haverá uma mudança radical no estilo de jogar. Mas o São Paulo quer reduzir a zero os riscos desnecessários em função de um padrão de jogo manjado e que se provou várias vezes equivocado neste Brasileirão. Vencer o Coritiba é questão de honra. Mais até: se não acontecer, o time dará adeus ao título. Não terá mais forças para reagir. No futebol, nada pode ser escrito com tintas definitivas, mas essa é a visão que o próprio são-paulino tem do seu time.

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