São Paulo vive o mal dos que trocam técnico e perdem jogadores em meio à temporada

São Paulo vive o mal dos que trocam técnico e perdem jogadores em meio à temporada

Não há muito o que fazer a não ser dar tempo para que todos se 'conheçam' novamente no Morumbi

Robson Morelli

25 de agosto de 2016 | 11h18

Não há muito o que fazer a não ser deixar o tempo passar para que todos se ‘conheçam’ no Morumbi. Essa é a sina de quem troca treinador e perde jogadores em meio à temporada. O São Paulo não teve competência para segurar Ganso, Calleri e Alan Kardec após a Libertadores. Nem dinheiro para tanto. Contratou Maicon a duras penas, mas confesso que o zagueiro me parecia mais firme antes de ter sua vida definida do que agora. Como o restante do time, se perdeu. Precisa se reencontrar. O São Paulo também não teve pulso firme para segurar Bauza, o treinador que se mandou para comandar a seleção argentina, de Messi, nas Eliminatórias e muito provavelmente na Copa da Rússia, em 2018.

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Em entrevista ao Estadão Esporte Clube, da Rádio Estadão, Muricy Ramalho foi claro ao afirmar que Bauza abandonou o clube. Teve suas razões e paixões, mas no bom português o que ele fez foi ir embora. O São Paulo deixou que isso acontecesse. Trabalhou rápido e acertou com Ricardo Gomes, que estava no Botafogo. Boa contratação, apesar de entender que os clubes não deveriam tirar treinador de rivais da mesma divisão, como são Botafogo e São Paulo no Brasileirão. É fato que não existe uma fórmula simples para fazer esse grupo se entrosar de uma hora para outra, sobretudo porque o elenco teve reforços de fora, como o argentino Chavez, que até fez o gol da equipe na derrota para o Juventude, nesta quarta, pela Copa do Brasil – jogo de ida, em casa, com 6 mil torcedores no Morumbi.

Ricardo Gomes matou a pau quando disse após a derrota que somente o tempo vai fazer esse time virar. Tenho defendido que o São Paulo é uma equipe para 2017. Nesta temporada, a de 2016, vale jogar para sobreviver no Campeonato Brasileiro e tentar a sorte no mata-mata da Copa do Brasil, embora tenha começado mal nas oitavas. Há ainda, claro, a partida de volta. Precisa fazer dois gols.

DENIS
Além de tudo, Denis ainda alterna boas e más apresentações. Depois de operar milagres no empate de 1 a 1 com o Inter pelo Nacional, no fim de semana, o goleiro voltou a falhar no primeiro gol do Juventude, quando a bola passou entre ele e a trave num curto espaço. Dava para pegar.

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