Se a Globo não quer, o calendário pode não mudar

Robson Morelli

16 de setembro de 2009 | 11h07

A Rede Globo tem peso quando diz não se interessar por um novo calendário no futebol brasileiro, nos moldes e datas do Europeu. O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, começa a ouvir setores da sociedade sobre o assunto. A pedido do presidente Lula, ele se comprometeu a estudar o tema e a fazer alguma coisa a fim de evitar a saída precoce e à baciada de jogadores do País. Adaptar o nosso calendário ao calendário europeu parece ser o anseio de alguns. A Globo entende não ser hora de mudar. Fala grosso porque pagou por três temporadas (até 2011) a quantia de R$ 1,4 bilhão pelo futebol brasileiro nos moldes que aí está. É nesse formato que ela comercializa o produto para dezenas de países, sem contar os canais pagos da Casa. Sua voz, portanto, se faz ouvida. O Clube dos 13 também entende que o assunto é complexo. E merece atenção e envolvimento das partes. Até 2011 é seguro então que nada mudará.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.