Se não for de lateral, Daniel Alves não cabe mais na seleção brasileira e pode ser esquecido

Se não for de lateral, Daniel Alves não cabe mais na seleção brasileira e pode ser esquecido

No São Paulo, jogador é camisa 10 e flutua por todos os setores do campo, mas não mais na posição que o consagrou no Brasil e Barcelona

Robson Morelli

23 de outubro de 2020 | 12h33

Daniel Alves não foi chamado por Tite para as duas próximas partidas da seleção brasileira nas Eliminatórias, contra Venezuela e Uruguai, em novembro. Isso pode ser um indício de que o bom jogador esteja com os dias contatos no time nacional. Nos dois primeiros jogos do ano, semana passada, ele estava voltando de contusão. Havia um motivo para explicar sua ausência. Agora não há. Daniel Alves está recuperado, totalmente sarado.

Foto de Alex Silva/Estadão

Ocorre que Tite dá sinais que o novo Dani não interessa mais para o Brasil, nem agora nem para a Copa do Mundo do Catar, em 2022. É uma leitura que muitos podem fazer. No São Paulo, Daniel é um jogador diferenciado. Erra e acerta, mas é muito mais técnico do que os outros. Nos gestos em campo, deixa transparecer que os colegas não acompanham, em muitos casos, seu raciocínio. Mas ele é meia, camisa 10, atua em todos os setores do gramado, menos onde Tite o quer, na lateral-direita.

E sem essa condição, ele não tem mais espaço na seleção. Fim de linha para Daniel Alves? Pode ser que sim. Tite não fala isso com todas as letras, mas os sinais existem. Ficar fora da lista nessa retomada tem peso, sobretudo com opções de outros bons jogadores, mais jovens e mais rápidos. No meio de campo, competindo com Coutinho, Neymar e Everton Ribeiro, por exemplo, Daniel Alves não tem chance.

 

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