Se Neymar quiser, leva o Santos para a final da Libertadores

Robson Morelli

20 de junho de 2012 | 12h29

Amigo do futebol, hoje a bola vai rolar. É jogo para parar a cidade, chegar atrasado no trabalho no dia seguinte, gritar gol onde estiver. O Pacaembu vai tremer neste Corinthians e Santos pela Libertadores. Para o bem ou para o mal. Não que o Santos seja um mal. Longe disso. É que o Paulo Machado de Carvalho vai ter, praticamente, só corintianos, do tobogã à curvinha do escanteio, mais ou menos como foi na partida (sofrida) diante do Vasco.

As cartas estão na mesa e confesso que se tivesse de apostar, apostaria no Santos. Puro palpite. Essa vitória magra do Corinthians na Vila me deixou grilado. E não estou sozinho nesta.

Não vi o Corinthians tão mais forte assim para se sustentar bem em sua casa. E todos viram um Santos sem inspiração e um Neymar se arrastando. O craque estava tão cansado que quando a energia foi interrompida (não a de Neymar, mas a do estádio), quase deitou no campo.

A concentração antecipada, a bronca de Muricy, o descanso de Neymar e uma semana a mais para Ganso treinar podem fazer a diferença para o Santos no Pacaembu.

E se for pensar, é só um golzinho para deixar tudo igual.

O cenário é promissor para o time da Vila. E, em contrapartida, muito perigoso para o Corinthians, sobretudo sem Emerson, suspenso. Diria que ele foi o homem do primeiro jogo, e não somente pelo gol, mas pelo inferno que causou na defesa dura do Santos. Willian não é Emerson, tampouco Liedson é. E não seria demais dizer que Tite não tem ataque para essa decisão.

Como atacante ainda não é um detalhe no futebol, temo que esse jogador de frente faça falta ao Corinthians: um finalizador que seja capaz de segurar o Santos em sua defesa.

Para não dizer que só vejo desgraça nos donos da casa, nenhum time do País tem o entrosamento dos comandados de Tite. A defesa, talvez com exceção de Alessandro, trabalha feito um relógio, mas é no meio de campo que o Corinthians mostra sua forma, com Ralf e Paulinho, Danilo e Alex. Os dois primeiros marcam bem e Paulinho esbanja fôlego para chegar ao ataque. Danilo e Alex atacam e defendem com desenvoltura. Isso é raro para meias de habilidade e já consagrados. Tem seu peso na decisão. Pode fazer a diferença. O fiel da balança, todos sabem, é Neymar. Se o moleque quiser jogar, se consagra. E leva o Santos para mais uma final de Libertadores.

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