Seleção brasileira de Tite se despede de um ano de poucas conquistas e muitos problemas

Brasil corre risco de sofrer nas Eliminatórias da Copa do Mundo do Catar

Robson Morelli

19 de novembro de 2019 | 13h32

WILTON JUNIOR/ESTADÃO

Ganhamos uma… O Brasil que ganhou da Coreia do Sul por 3 a 0 termina a temporada 2019 devendo. Fazia, por exemplo, cinco partidas que o time de Tite não sabia o que era vencer. Sorte a dele que a CBF marcou um joguinho diante dos sul-coreanos. Não é e nunca foi rival à altura para a seleção. Portanto, esse placar de 3 a 0, com gols de Paquetá, Coutinho e Danilo não significa muito. Não me convence. Tite sabe disso. Os próprios jogadores têm essa consciência. O torcedor muito mais.

Sem ilusão… O jogo não vai acrescentar nada para esse time. Pior. Semana passada, diante da Argentina, a derrota por 1 a 0 ficou de bom tamanho. O Brasil poderia ter perdido de mais. Ou seja, diante de adversários interessantes, a seleção vai mal. Contra “pequenos”, ganha. Então, não podemos nos iludir com essa despedida. 2019 foi um ano ruim para o Brasil, apesar da conquista da Copa América. Quase um prêmio de consolação.

Estaca zero… Tite perece perdido no comando. Neymar sumiu e não participa de nada, nem na seleção nem no PSG. Ficou na França, mas não está na equipe. Não há no elenco um capitão com personalidade, tampouco jogadores que possam andar sozinhos, sem repetir o que o treinador e seus pares falam. Na verdade, a seleção brasileira voltou para a estaca zero. É um reflexo, diga-se, do futebol que praticamos no Brasil, salvo um ou outro time. E vocês sabem de quem estou falando.

Risco nas Eliminatórias… Nunca ficamos fora de uma Copa do Mundo desde 1930, quando a Fifa organizou a primeira edição do torneio, mas confesso não sentir segurança nesse time para as próximas Eliminatórias. Tite repete Dunga. Não sabe o que fazer. Não há tempo para reformular. Precisa ganhar sempre e agora mais do que nunca porque a competição de 2020 não é mais amistosa. Nossos rivais na América estão mais fortes. Vimos uma Argentina empatar com um Uruguai com dois gols de cada lado. Há outros times interessantes no continente. O Brasil continua sendo um deles, mas não é mais o único.

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