Seleção brasileira não é nem de longe favorita nesta Copa América

Argentina e Chile são as 'apostas' de Dunga. Ainda há nessa corrida o Uruguai e a Colômbia

Robson Morelli

11 de junho de 2015 | 13h54

Numa análise rápida sobre as seleções da Copa América, com o enorme risco de queimar a língua mais tarde, o Brasil não é nem de longe candidato ao título, o que dará ao time nacional e a seu torcedor mais um desgosto. E agora com lama ao redor da equipe por causa das investigações de corrupção do futebol da Fifa e CBF. Vale lembrar que o presidente da CBF até o dia 16 de abril, José Maria Marin, continua no cárcere na Suíça, acusado de corromper o futebol.

NeymarRafaelRibeiroDivulgacao_570

Até agora Dunga isola a seleção dessa lama, mais ou menos como fez Felipão na Copa das Confederações de 2013 em meio à serie de revoltas e manifestações populares no Brasil. Naquele ano, Felipão temeu que a seleção sofresse qualquer tipo de represália popular e que isso pudesse atrapalhar e inibir seus jogadores, o que não aconteceu. Dunga age da mesma maneira. Os jogadores e ele próprio não podem responder por atos ilícitos de seus chefes.

O problema do Brasil é em campo também. De nada vale ganhar 10 partidas amistosas mostrando um futebol limitado, de pouca inspiração e quase nenhuma graça. O time até pode se posicionar melhor em relação à Copa e atuar mais compactado, mas é tremendamente ‘robotizado’ em suas tarefas e o meio de campo, com os volantes escolhidos, é de uma inutilidade ofensiva de dar pena. Tirando Neymar, todos os outros são iguais. Robinho está mais para o fim do que para o começo.  Firmino tem faro de gol e potencial para surpreender. E só.

A Argentina, por sua vez, tem Messi, Tevez, Aguero e a condição de ter sido vice-campeã mundial. O Chile joga em casa, com Valdivia inteiro e Arturo Vidal e sua doação invejável ao time. O Chile, todos se lembram, quase eliminou o Brasil na Copa do Mundo. Quase. A Colômbia, de James Rodríguez, é muito mais perigosa do que em tempos passados. Há ainda Falcao García, que não estava no Mundial por contusão. O Uruguai é sempre casca de banana. Pode ser goleado, mas também pode dar trabalho. Botinadas os uruguaios darão com certeza. E o time brasileiro, tirando um ou outro, é formado por jogadores inexperientes, jovens e sem rodagem. Isso fará diferença.

Paraguai, México e Bolívia correm por fora nessa disputa, assim como Equador, Peru, Jamaica e Venezuela. Dunga acha que todos os rivais serão duros. Talvez ele diga isso porque não tem o time pronto, afinal, são apenas 10 partida sob o seu comando, e as duas últimas, com vitórias sobre México e Honduras, foram de doer, de um futebol raso e medíocre. Mas como estamos às vésperas da competição no Chile, pode ser que o elenco tirou o pé para se poupar. Tomara.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.