Sem Neymar, seleção brasileira é igual ao Peru. E Dunga é igual a Gareca

Sem Neymar, seleção brasileira é igual ao Peru. E Dunga é igual a Gareca

O Brasil de Dunga tem nota 5 na média

Robson Morelli

15 de junho de 2015 | 09h19

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Neymar é a diferença do Brasil em relação à seleção peruana, e isso ficou comprovado na estreia das duas equipes na Copa América. O atacante do Barcelona é a diferença que Dunga tem no time e que seu colega Ricardo Gareca gostaria de ter ao lado de Guerrero. Não fosse por Neymar, o Brasil teria no mínimo empatado no Chile, talvez perdido, porque o jogador do Barcelona marcou o primeiro gol, de cabeça, e deu passe para a virada de Douglas Costa. Sem Neymar, Dunga também seria igual a Gareca. Teria de arrumar maneiras de jogar e contar, vez ou outra, com milagres.

Então, tomara que Neymar desta vez termine a Copa América, o que não foi possível na Copa do Mundo, como todos se lembram, quando o garoto sofreu pancada dura nas costas no jogo com a Colômbia e foi parar no hospital em Fortaleza. A Colômbia, diga-se, é rival do Brasil na próxima partida da Copa América. Sem Neymar, o Brasil é um time comum, fraco, sem criatividade e com volantes operários e limitados. Daniel Alves, que nem estava na lista de Dunga, salvou a equipe pela direita. Ele e Neymar mostraram um pouco do entrosamento que têm no Barcelona.

A seleção é nota 5. Joga pior do que na Copa das Confederações e Copa do Mundo. Os jogadores têm carisma zero. Até quem já foi querido, como David Luiz, terá de conseguir novamente ganhar a torcida. A defesa não é firme como no passado, os laterais continuam sendo a maior aposta de saída de bola porque os volantes ‘não pensam’, Willian é esforçado e altera boas a más jogadas, e Tardelli é isso mesmo que todos viram: se sobrar ele marque, mas não espere dele mais que isso.

A graça, o talento e a invenção está unicamente nos pés de Neymar.

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