Sem o presidente Mário Gobbi, Mano Menezes terá vida dura no Corinthians

Treinador sofre pressão da torcida e já não agrada a alguns dirigentes. Após eleições, em fevereiro, situação ficará difícil para ele

Robson Morelli

30 Setembro 2014 | 13h52

Todo mundo sabe que Mano Menezes voltou ao Corinthians pelas mãos do presidente Mário Gobbi. O cartola teria trabalhado a volta do treinador ainda com Tite no cargo, pensando em não deixar o time sem comando como geralmente acontece nessas trocas de comissão técnica. Gobbi é m uito mais que o padrinho de Mano, por quem nutre respeito e simpatia.

Tanto é que o presidente agiu rápido no primeiro ruído entre o técnico e os líderes das torcidas do Corinthians, que tentam pressioná-lo a demitir Mano ainda nesta temporada. Gobbi apareceu em público para informar que não vai trocar de treinador. Está certíssimo. Não que eu morra de amores por Mano, mas do que adiantaria trocar o comando faltando dois meses para acabar a temporada. Sabemos que todo clube que tendem a demitir técnico no meio da temporada, demora muito tempo para se acertar.

O contrato de Mano Menezes vai até dezembro e, muito provavelmente, sem Mário Gobbi, ele não terá forças para se manter no cargo. O problema é que Gobbi ficará no cargo até fevereiro, quando o clube organiza suas eleições para presidente. Portanto, entre o fim do acordo com Mano (dezembro) e a saída de Gobbi (fevereiro) há dois meses. Ou Mano assina por mais um tempo, mesmo sem saber quem comandará o clube em 2015 ou sai após esta temporada, antes do fim da gestão de Gobbi.

De qualquer maneira, pelos dois caminhos, Mano Menezes não terá vida fácil em 2015.  Sua saída, como prega o lugar-comum do futebol, é ganhar a Copa do Brasil, porque o Brasileirão fica cada vez mais distante, e uma vaga para a Libertadores talvez não seja suficiente para mantê-lo com crédito no clube.