Sequência de derrotas enfraquece decisão de manter Fernando Diniz no São Paulo até o fim do Brasileirão

Sequência de derrotas enfraquece decisão de manter Fernando Diniz no São Paulo até o fim do Brasileirão

Nova diretoria jogou a toalha com a quarta posição do time na tabela e vai começar a reformular futebol já pensando em 2021: conclusão é de que não há mais sentido em deixar como está

Robson Morelli

01 de fevereiro de 2021 | 11h41

O novo presidente do São Paulo, Julio Casares, sempre esteve no meio do caminho entre manter o técnico Fernando Diniz até o fim do Brasileirão e começar a implantar sua gestão no futebol, com ideias novas e próprias. Quando o time liderava a competição e tinha reais chances de ganhar o título, foi convencido pelo diretor Raí e por Muricy Ramalho de que a troca deveria ocorrer após as 38 rodadas. Casares quer ser esse dirigente, de mudar após avaliação de uma temporada, avaliação justa de um trabalho. Não vai ser um presidente de demitir treinadores. Mas sua decisão de segurar Diniz não faz mais sentido, e ele é pressionado a começar a remodelar o futebol já, antes mesmo do fim do Campeonato Nacional, uma vez que no Morumbi ninguém mais acha que o São Paulo tenha condições de ser campeão.

Foto. Estadão Conteúdo

A tabela mostra isso. O Inter abriu frente de sete pontos. Atlético-MG tem dois a mais. E Flamengo pode avançar com três. Dessa forma, o São Paulo permaneceria na quarta colocação, isolado com 58 pontos. A situação mudou de tal maneira que já há preocupação com a vaga direta na Libertadores, mesmo após a vitória do Palmeiras, abrindo mais um lugar via Brasileirão. Quem também mostra esse novo cenário é o comportamento do time, que só faz perder. Ainda não ganhou em 2021. Não venceu uma única partida em janeiro. Tem agora dez dias para voltar a campo.

A diretoria olha com bons olhos esse prazo para oferecer a um novo treinador. A pressão é grande pela demissão de Diniz e reavaliação do elenco. Alguns jogadores não vão ficar. O São Paulo vai fazer as dispensas de forma justa e organizada, sem expor nenhum atleta. Mas vai fazer. Casares está incomodado. Seus pares assopram no seu ouvido para mexer agora e dar resposta rápida a fim de não perder a torcida, que está do seu lado. Ainda.

Nas redes sociais, são-paulinos comuns não têm dúvidas de que o grupo não corre mais por Diniz. Muitos estariam até entregando o jogo. Não acredito nem duvido. Já vi muitas coisas no futebol. O atleta manda no vestiário. É ele que aprova ou não um treinador. Diniz não tem mais clima para ficar. Permanecer com ele seria deixar o São Paulo emperrado por mais seis jogos. É muito tempo de sofrimento. Não há mais fé em viradas. E Casares sabe que a nova gestão está com cara de velha. Isso é péssimo para o seu comando.

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