Sistema de disputa do Paulistão deve ser mantido em 2015

Robson Morelli

20 de março de 2014 | 16h49

O presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo del Nero, não vai mudar a fórmula do Paulistão em 2015. Fórmula adotada, diga-se, nesta temporada com o argumento de que o Estadual precisava ter menos datas por causa da Copa do Mundo. O sistema de disputa gerou críticas desde o seu nascimento, culminando com as declarações do técnico Mano Menezes após tomar conhecimento de que seu Corinthians estaria fora das fases decisivas. São 15 datas na fase classificatória, que acaba domingo. Tem também as partidas decisivas nas etapas seguintes, como manda o figurino. A grande final será jogada em duas partidas, para resgatar um pouco da dignidade de outros Estaduais.

Duvido, no entanto, que o torcedor esteja satisfeito com essa fórmula. O pai de Frankenstein seria classificado de juvenil perto da criação de Del Nero neste Paulistão. O presidente da FPF certamente não pensou nisso sozinho, mas é dele a assinatura e agora a manutenção. O que mais pegou nesse sistema de competição foi saber, por exemplo, que o Corinthians tem 21 pontos e está fora, enquanto que o Penapolense soma 19 e já está classificado. Outro ponto muito discutido diz respeito ao fato de os times não jogarem dentro de seus respectivos grupos.

O Palmeiras disputou vaga com Bragantino, Rio Claro, Mogi Mirim e Oeste sem ter enfrentado qualquer um desses oponentes. Ficou decidido que cada grupo teria dois classificados, os que somassem mais pontos, e os outros três participantes da chave estariam automaticamente eliminados, mesmo que tivessem mais pontos que seus adversários de outros grupos. O futebol nunca foi justo, mas isso passou do limite do aceitável. Estava na cara que daria confusão se um dos grandes ficasse pelo caminho.

A Federação Paulista tem a dura missão de colocar todos os seus afiliados em campo, sempre foi assim, e o Paulistão é sua maior vitrine. A entidade não abre mão de continuar organizando o Estadual, e até brigava na CBF, quando ela era conduzida por Ricardo Teixeira, para ter mais datas. A primeira fase, por exemplo, tinha 19 rodadas. Del Nero gostaria de ter 23. Na condição de iminente substituto de José Maria Marin no comando da entidade sediada no Rio, Del Nero praticamente terá carta branca para decidir o futuro do Paulistão e dos outros estaduais. Não seria demais supor que os regionais ganharão espaço sob sua batuta na CBF.

O grande nó desta questão é motivar o torcedor em todas as rodadas. Sou a favor dos pontos corridos em campeonatos nacionais, como o Brasileirão, que reúne a nata do futebol do País, com uma ou outra exceção. Nos Estaduais, no entanto, defendo fórmulas eliminatórias, um pouco como é a Copa do Brasil. Perdeu, tchau. Azar de quem não se prepara adequadamente. Isso tornaria a competição mais atraente para o torcedor porque todo jogo valeria vaga e muito mais séria para os clubes. O problema é saber o que fazer com os times pequenos que se arrastam no primeiro semestre, mas isso não é problema da imprensa tampouco do torcedor. A bem da verdade é que há muitos clubes que já deveriam ter fechado suas portas, como tantos outros que já fecharam.

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