Situação de Fernando Diniz é insustentável e São Paulo se aproxima de Diego Aguirre

Jogo contra o Fortaleza pela Copa do Brasil pressiona diretoria a tomar decisões sobre mudança de treinador

Robson Morelli

06 de outubro de 2020 | 09h27

Fernando Diniz está sendo fritado em fogo alto no São Paulo. Esqueça aquele banho-maria e pense num fogão de boca grande. Ali está a panela onde Diniz se encontra. Não há mais clima para ele trabalhar. Sua situação é insuportável. Deve estar muito difícil para ele e sua família. Ninguém merece passar por isso. Nem o Diniz. Uma coisa é fazer um trabalho que não dá frutos. Outra é perder toda a sanidade devido às cobranças. Quem está a caminho é Diego Aguirre. O uruguaio já é visto de outra maneira só de ser uruguaio.

 

Foi Leco que o demitiu. Raí concordou. Lugano foi contra. Os três continuam no comando, mas pelo visto mudaram de opinião. Exceto Lugano. O futebol é assim mesmo. Todos têm novas chances. O problema é a eleição no Morumbi. Leco vai embora no fim do ano e a temporada continua até fevereiro. O que fazer então? Contrato de risco até o fim dos torneios? Pode ser uma saída se Aguirre aceitar. O treinador, na época, não entendeu sua demissão. Ele está no Al-Rayyan, do Catar, país-sede da Copa do Mundo. Se tiver bem, o mínimo necessário, pode querer ficar até o Mundial. Faltam dois anos para a Copa e de agora em diante, com as Eliminatórias, o país vai ganhar holofotes.

Fernando Diniz vê a queda do time no Brasileirão e tem um jogo emblemático contra o Fortaleza, de Rogério Ceni, pela Copa do Brasil. Há riscos para o São Paulo nessa decisão mata-mata. A diretoria não quer correr riscos de amargar mais uma eliminação, como ocorreu no Paulista e na Libertadores semana passada. Esses jogos serão no fim do mês e começo de novembro. O que se fala é que se decisões forem tomadas nesta semana, dará tempo para mudar o time e entrar mais forte na Copa do Brasil.

Parece que todos no São Paulo estão numa encruzilhada, de Leco a Raí, passando por Diniz.

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