Sua senhoria, o árbitro de futebol

Robson Morelli

17 de agosto de 2011 | 19h38

COLUNA DO JT DESTA QUARTA-FEIRA

Amigo do futebol, hoje a bola vai rolar. Uma típica quarta-feira para todos os gostos e bandeiras. No lendário Camp Nou, um pouco mais cedo, tem Barcelona e Real Madrid para esquentar as turbinas. Vale a Supercopa da Espanha. Por aqui, o Campeonato Brasileiro pega fogo, com a possibilidade de mudança de líder. Corinthians, Flamengo e São Paulo conduzem a banda na mesma batida. São 34, 34 e 32 pontos, respectivamente. Quem vacilar, dança.

É proibido perder. Esquenta a gana de terminar o turno em primeiro lugar. Faltam três jornadas para o fim do primeiro ato do Nacional. Encerrar essa etapa na frente não vale absolutamente nada, a não ser a certeza de ter feito uma primeira perna da competição com qualidade. Para o torcedor, é pimentinha a mais para gozar o amigo rival em situação inferior.

Daria até para colocar nesta briga do título simbólico outras três equipes, confesso, com boa dose de otimismo. Refiro-me a Vasco (30), Botafogo (28) e Palmeiras (27). Tivesse de apostar… deixo isso para o torcedor.

Um velho personagem do futebol brasileiro também resolveu dar as caras nessas últimas rodadas: o árbitro.
E quando o trio de arbitragem aparece num jogo, coisa boa não é. Que o digam santistas e flamenguistas, Neymar e Ronaldinho Gaúcho. São, no momento, os mais desgostosos com sua senhoria, o juiz.

Neymar anda levando amarelo atrás de amarelo por, segundo os assopradores, simular faltas, provocar adversários, gesticular. Ronaldinho declarou guerra, ou recebeu a declaração, a Heber Roberto Lopes na partida contra o Figueirense. O meia garantiu que o juizão ameaçou os rubro-negros o tempo todo.

Basta acompanhar os jogos com mais atenção para ver a quantidade de erros que o juiz e seus auxiliares cometem durante 90 minutos. Há aqueles que pisam no gramado e você já sabe o que vem. São os rotulados: tem juiz que sai de campo odiado pelas duas equipes; tem juiz que na dúvida marca sempre para os donos da casa; tem aquele que intimida um dos lados; tem o que apita como se estivesse na Libertadores, em que vale tudo. É claro, e felizmente para o bem do futebol, que esses são minoria. Seus erros geralmente os levam para a geladeira quando as evidências ganham o noticiário, mas se ninguém reclamar, segue o jogo. A CBF está de olho e não permitirá abuso, principalmente, de autoridade.

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