Sylvinho disse ‘não’ ao Corinthians, Ceni não foi procurado, Coelho quer ficar e eleições podem atrapalhar contratação

Sem treinador após demissão de Tiago Nunes, diretoria corre atrás de profissional para comandar time à beira da zona de rebaixamento

Robson Morelli

14 de setembro de 2020 | 11h09

O Corinthians corre atrás de treinador após a demissão de Tiago Nunes. Não se tem claro no clube se essa procura seve ser acelerada ou esperar as eleições do fim do ano. É uma questão difícil, afinal, qualquer novo técnico pode ter o nome reavaliado após o resultado do pleito com o tradicional argumento de que “não fomos nós que o contratamos”. Mesmo se a situação liderada por Andrés Sanchez se mantiver no comando. Como todos sabem, os R$ 300 milhões da Neo Química Arena têm peso nessa corrida. Mas nada é certo ainda.

Sylvinho, ex-jogador e que tem a carreira moldada na Europa, já disse “não” ao clube. Tem um laço bacana com o Corinthians, mas ainda olha o mercado brasileiro com desconfiança. Rogério Ceni teve o nome ventilado, mas nunca foi procurado de fato. Ele já se adiantou ao dizer que está focado no Fortaleza e só isso. Teve experiência ruim no Cruzeiro, quando foi contratado e demitido muito rapidamente, e não quer cometer o mesmo erro. Também tenho dúvidas se a parceria é possível dada a identificação de Ceni com o São Paulo e a falta de tolerância, para dizer o mínimo, dos torcedores uniformizados.

Coelho quer ficar. Trabalha como se estivesse sendo testado. Ele é do sub-20 do clube e é para lá que volta se não der certo. A verdade é que tem planos para lançar carreira solo. O salário é melhor e ele já se vê em condições de assumir um trabalho à beira do campo no futebol profissional. É claro que o Corinthians é grande demais para qualquer novato, mas Carille começou assim e deu certo. Também seria condição caseira para ano de eleição. Talvez seja a melhor opção no momento.

Mano Menezes acertou com o Bahia. Dorival Junior deixou o Athletico-PR e teve o nome sondado. Roger Machado deixou o Bahia e está no mercado. O clube não teria treinador estrangeiro nessa gestão. O Corinthians não tem boas lembranças, por exemplo, de Daniel Passarella, argentino que ficou pouco tempo no cargo e ainda processou o clube.

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