Tirone não é o cordeirinho que pensavam

Robson Morelli

17 de maio de 2011 | 08h40

Os jogadores do Palmeiras não têm muito o que comentar sobre as declarações do presidente Arnaldo Tirone dadas ao Jornal da Tarde, principlamente a de que Valdivia abusava de sua ‘liberdade’ conjugal na cidade. Para fazer tamanha afirmação, Tirone sabia exatamente o que falava, com informações de pessoas ligadas a ele. Um presidente tem o dever de emitir suas opiniões sobre os assuntos que o cercam, sobretudo quando ele pega o barco andando, como aconteceu após as eleições do começo do ano. Os jogadores não quiseram comentar. Nem Felipão.

O presidente falou o que era preciso falar. Ganhou respeito de seus pares e também do elenco. Seu recado foi claro: chega de ser cordeirinho. Tirone pode até não ter experiência administrativa no cargo e por isso vai sofrer mais que os outros. Mas ele precisava se posicionar, dar o se recado, se fazer ouvir e mostrar quem é que manda no Palmeiras, hoje um clube destruído por causa de suas facções políticas e gente que só pensa no bem próprio.

Certo ou errado, Tirone é o presidente e deve ser respeitado como tal. Depois do mandato, ele responde pelo que fez de certo e de errado. É assim que tem de funcionar. E as forças de oposição no Palmeiras têm a obrigação de governar junto, se não do mesmo lado, com os mesmos entendimentos dos problemas, ao menos sem atrapalhar e jogar contra, além de fiscalizar sempre.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.