Tite recomeça seu trabalho à frente da seleção preocupado e sabendo que precisa ganhar títulos

Treinador tem algumas missões: fazer Neymar jogar, classificar o time para o Catar, ganhar a Copa América e o Mundial de 2022

Robson Morelli

22 de março de 2019 | 12h44

A seleção brasileira volta a entrar em campo neste sábado, contra o Panamá, às 14h, em Portugal. É o primeiro amistoso da temporada. O time de Tite não terá Neymar, machucado. Na sequência, terça-feira, o Brasil enfrenta a República Checa. Teoricamente serão dois jogos fáceis para a seleção. São rivais sem tradição. Ocorre que o Brasil terá algumas novidades também, garotos como Paquetá, estão confirmados. Tite sabe o que representa para ele essa retomada. Depois do fracasso na Copa do Mundo, será mais cobrado, terá de responder à altura dentro de campo. Seu trabalho voltou à estaca zero. Ele terá de se provar novamente.

Terá também de formar um time mais competitivo, melhorar ou aprimorar as formas de atuar, recuperar Neymar a tempo de ele disputar a Copa América, trazer de volta algum sentimento do torcedor brasileiro, que quase não fala de seleção e, acima de tudo, se ele vê quase que obrigado a ganhar alguma coisa. Entenda-se, Copa América. No seu primeiro contrato com a CBF, Tite tinha três missões: fazer Neymar jogar, classificar o time nas Eliminatórias Sul-Americanas e disputar uma boa Copa do Mundo na Rússia. Entendo que ele cumpriu apenas uma das três missões. O Brasil saiu de um 6.º lugar nas Eliminatórias para se classificar em primeiro, com sobras. Mas Neymar não jogou bem nem o Brasil se destacou positivamente na Rússia. Agora, o treinador sabe que será mais cobrado. Os críticos estarão mais ácidos com ele e com seu jeitão de tratar o principal jogador do time. Continuará com as três missões da primeira passagem, com o acréscimo de mais uma: ganhar a Copa América no Brasil em junho/julho.

A CBF só mudará de comando no time se sentir muita pressão externa em caso de derrota na disputa em casa, pressão popular, cobrança da imprensa… Caso contrário, não vejo sinal nenhum de possibilidade de mudança. A Tite, se pudesse dar algum conselho (quem sou eu para isso), só diria que o futebol brasileiro anda chato e mal jogado, da seleção e do País. Como treinador do Brasil, ele poderia resgatar a qualidade técnica dentro de campo, as jogadas plásticas e competitivas. Ele já disse no passado que é perfeitamente possível jogar para ganhar e jogar bem durante os mesmos 90 minutos de uma partida. Tomara que não se sinta pressionado aos resultados e monte o time unicamente para festejar os 3 pontos. Isso é importante, mas não pode ser tudo. Não no Brasil.

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