Tite tem de organizar a seleção e explicar melhor o pedaço de campo de cada um

Tite tem de organizar a seleção e explicar melhor o pedaço de campo de cada um

Ansiedade tem atrapalhado os jogadores, que querem decidir a partida a fórceps

Robson Morelli

28 de junho de 2019 | 13h55

Time desorganizado… Mais uma vez a seleção brasileira tomou vaias ao descer para o vestiário no intervalo de uma partida da Copa América. Dos quatro jogos, apenas diante do Peru não houve impaciência da torcida. Também pudera, os gols foram saindo e o resultado acabou 5 a 0. Vejo a seleção desorganizada em campo e com ansiedade de querer decidir a fórceps o jogo. Sabemos que não é assim.

Afobação… Contra o Paraguai foi um bom exemplo (negativo) dessa afobação. O Brasil queria porque queria fazer o gol a todo custo. Passou então a jogar sem inteligência, no abafa para cima do recuado rival, quando deveria abrir os espaços, não ter pressa e até a chamar o Paraguai para jogar. A seleção fez o oposto do que deveria. E deixou que a decisão fosse resolvida nos pênaltis. Um erro.

Ensinar mais... E isso é treinamento puro. É ensinar os jogadores onde eles devem correr. Explicar posicionamento mais detalhadamente. Em alguns casos, até recuar, atrair o adversário e dar o bote em velocidade.

Brasil não evolui… Daí a impressão de que o Brasil não consegue evoluir. Os jogadores têm pouca personalidade e me parecem que gostariam, todos eles, de ser coadjuvantes. É preciso assumir mais algumas funções. Por isso que o Brasil, há anos, é dependente de Neymar. Porque ele, quando joga, assume esse papel, e passa confiança a todos os outros. Sem ele, Tite se vê obrigado a trabalhar um time comum, de bons atletas, mas todos comuns.

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