Tite vai se aprimorando lá fora, mas de olho na seleção

Robson Morelli

24 de março de 2014 | 16h21

Tite acompanha o Corinthians de longe. Depois que encerrou seu ciclo no Parque São Jorge, o treinador vislumbra situações mais vantajosas para sua carreira. E também de maior destaque. Refiro-me à seleção brasileira. Sim, Tite quer comandar o Brasil depois da Copa do Mundo, e vê o caminho livre após a saída de Felipão. A CBF trocaria um gaúcho por outro gaúcho.

O treinador pode ter como aliado o iminente presidente da CBF, Marco Polo del Nero, que anda de braços dados com José Maria Marin para lhe substituir no cargo. Só se der zebra para Marco Polo não for eleito presidente da entidade com sede no Rio de Janeiro. Como Marco Polo conhece bem Tite dos tempos de Corinthians e Federação Paulista, essa parceria pode dar certo.

A dupla Felipão/Parreira não ficará no cargo, ganhando ou perdendo o Mundial. Isso é certo. Marin gostaria muito de ver Alexandre Gallo no posto. O treinador é olheiro de Felipão e comandante das categorias de base da CBF, mas ainda não tem estofo para assumir o time principal. Escalá-lo agora seria ‘queimar’ um treinador que poderá render mais pra frente, para a CBF e para a seleção.

No mercado brasileiro, em atividade, apenas Muricy Ramalho pode estragar essa dobradinha. Não vejo outro. Mesmo assim, com algumas ressalvas para o técnico do São Paulo. Muricy gosta de ter liberdade para trabalhar e não é muito de tomar chá com os patrocinadores ou envolvidos com a seleção. Isso pesa contra ele. É preciso fazer o jogo sem perder a seriedade. Em campo, os dois trabalham bem e têm condições de assumir o time nacional. Todos sabem disso.

Ricardo Teixeira chegou a chamar Muricy quando ele era treinador do Fluminense. Não deu certo. O que não quer dizer que ele seja o cara da vez.

Tite perambulou pela Europa a fim de aprimorar conhecimento e também se tornar mais conhecido. O título do Mundial da Fifa com o Corinthians já o ajudou. Mas ainda é pouco. Tite foi sondado por diversos clubes, mas disse ‘não’ a todos. Como pode financeiramente esperar, está certo em ver o que vai dar após a Copa. Quem sabe não lhe sobra uma seleção brasileira.

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