‘Todos os jogadores’ estão à venda no futebol brasileiro e todas as propostas serão analisadas

Nunca a negociação de atleta pelos times do País será tão bem aceita como nesse momento de crise financeira na pandemia

Robson Morelli

08 de junho de 2020 | 14h00

A retomado do futebol após a pandemia não será como antes, sobretudo financeiramente. Os parceiros dos clubes, TVs, gente nos estádios, PPV, venda de camisas e produtos, tudo vai cair e esperar. O dinheiro sumiu, os recursos não serão mais os mesmos porque há muitas empresas segurando o dinheiro, refazendo as contas, recontratando profissionais demitidos, pagando rescisões, apostando na retomada da Bolsa de Valores… As contas não serão mais as mesmas nem os repasses. Empresas antes sólidas não pretendem colocar cotas altas no futebol. Dessa forma, os clubes precisam mais do que nunca das vendas de jogadores. Pedrinho e Antony são dois que já estavam encomendados por Benfica e Ajax, respectivamente. São mais de R$ 100 milhões nos cofres desses de Corinthians e São Paulo. Haverá outros. Todas as propostas serão analisadas. ‘Todos os jogadores’ estão à venda.

O único senão é convencer os atletas de viajar. Há ainda muito receio em pegar avião e morar em outros países. Antes da pandemia, era o que todos queriam fazer. Agora, em meio ao novo mundo, há restrições e preocupações, principalmente nesse momento, enquanto uma vacina não é feita.

Na contramão desse receio, os clubes colocam tudo à venda. Elencos podem ser reduzidos. Somente aqueles times que se programaram para suportar a “recessão” no futebol até o fim do ano vão segurar atletas. Podem se dar bem ao manter grupos fortes e ganhar campeonatos com eles. Mas nem todos estão nesta condição. As contas precisam ser pagas e as vendas vão ajudar. Os times do Brasil aguardam pela janela na Europa. Os agentes têm sinal verde para fazer negócios. Euro e dólar são bem-vindos.

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