Um jogo pra lá de decisivo no Morumbi

Robson Morelli

21 de setembro de 2011 | 15h02

Amigo do futebol, hoje a bola vai rolar. E toda a atenção dessa 25ª rodada do Campeonato Brasileiro estará voltada para o jogo do Morumbi, onde o São Paulo recebe o Corinthians num clássico pra lá de decisivo para a história da competição. A partida é no horário habitual das quartas-feiras à noite: 21h50.

Merecia ser mais cedo. Mesmo assim vai lotar. É jogo para mais de 37 mil pessoas. Garantido.

É o segundo colocado contra o terceiro. O Tricolor tem 44 pontos. O Timão, 43. A derrota para o Santos de Neymar no fim de semana deixou o Corinthians numa saia-justa sem tamanho. O time desceu duas posições. Tite sente o calor e a pressão da torcida cada vez mais perto de seus calcanhares. Tanto é assim que ontem houve manifestação durante o treino da equipe no CT Joaquim Grava. Clima tenso do lado alvinegro.

O presidente Andres Sanches não sabe mais o que fazer para motivar seu elenco, cuja qualidade despenca feito banana madura. É preciso reagir. Andres garante a permanência do treinador até a última batalha. O problema é que quase ninguém confia em suas palavras.

Particularmente, acho que ele não demite Tite, mas vai saber… Cabeça de dirigente é indecifrável. Vai da pressão da torcida na maioria das vezes.

O anfitrião não tem nada a ver com isso. Já navegou em posições inferiores na tabela, passou por sua crise ao longo da disputa e agora arranca na frente. O São Paulo só está atrás do Vasco – diferença de um ponto apenas. Mas também não é nenhuma máquina, embora sua confiança seja maior nesse momento. Se ganhar, afunda o concorrente, abre vantagem e dorme na liderança. O Vasco só joga amanhã, contra o Atlético-GO.

Falei para um amigo que o Brasileiro estava caindo no colo do São Paulo, já que os primeiros colocados perdiam pontos bobos e os times de baixo não engrenavam. Até mesmo o Corinthians, que liderou o torneio em 17 rodadas, abria o bico.

Hora errada para isso. A situação é tão dramática no Parque São Jorge que até o presidente prefere falar em vaga para a Libertadores do que em título nacional. Uma forma de se defender. Há no grupo aquele dissabor de ficar na frente boa parte da disputa e fraquejar na reta final. Ainda é cedo para entregar os pontos, mas tudo vai depender desse confronto no Morumbi.

Depois do São Paulo, o Corinthians encara Bahia, Vasco, Atlético-GO, Botafogo, Cruzeiro…

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