Uma reunião amanhã promete resolver os impasses da Arena Palestra

Robson Morelli

27 de abril de 2011 | 09h50

O Palmeiras tem seguro de míseros R$ 32 milhões da WTorre para a construção da Arena Palestra. O obra, com os complexos esportivo e administrativ0, foi orçada em R$ 340 milhões. O estádio já está em ruínas e não tem volta. A WTorre diz que já investiu R$ 40 milhões no local, mas ameaça parar com tudo porque não tem o contrato e a escritura assinadas pelo Palmeiras. Sem esses documentos, ela não pode conseguir no mercado novas parcerias de investidores. Entenda-se mais dinheiro. A saia está justa, justíssima.

Ocorre que o Palmeiras não vai assinar os documentos enquanto a empresa, a WTorre, não entregar para o clube as garantias necessárias. Leia-se um seguro que possibilite ao Palmeiras continuar a obra caso a WTorre desista do negócio. Nunca se sabe. Numa obra dessa natureza e importância para o clube e até para a cidade, os acordos deveriam ser discutidos com mais propriedade, seriedade e responsabilidade.

No Palmeiras, por exemplo, ninguém sabe quem autorizou a demolição do Palestra Itália sem esse bendito seguro. Confesso que não entendo como uma empresa privada, a WTorre, entra em um espaço particular e quebra tudo sem ninguém ter autorizado. Belluzzo, o ex-presidente, será interpelado pelos conselheiros e por Arnaldo Tirone, o novo mandatário, que parece que ainda não se tocou da gravidade da situação.

Essa semana, a obra parou, mas por outros motivos. Operários encontraram por engano uma caixa de eletricidade e um reservatório de água.  

Um encontro amanhã entre os presidentes dos dois lados promete colocar tudo em pratos limpos. Precisa.

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