Vai todo mundo recorrer ao BNDES

Robson Morelli

16 de agosto de 2009 | 15h58

O discurso dos dirigentes de futebol para as reformas e obras dos estádios candidatos a receber partidas da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, começa a apontar na direção do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES. Dinheiro fácil e com juros menores. Ouvi hoje o presidente do Corinthians, Andres Sanches, dizer que seria legítimo o São Paulo buscar o banco para conseguir o dinheiro necessário para fazer do Morumbi o estádio de abertura do Mundial. Se disse isso do seu ‘maior desafeto’ é porque já há manobras de bastidores nesse sentido. Como todos os clubes estão quebrados ou quase lá, o BNDES deverá ser o caminho de todos até o fim deste ano. O investimento privado terá cotas menores. O grosso vai ser dinheiro público. O banco registrou lucro líquido de R$ 702 milhões no primeiro semestre de 2009, muito menor que no mesmo período do ano passado, diga-se. E o índice de inadimplência também no primeiro semestre ficou em 0,18%. Para a obra sair, o BNDES terá de emprestar, não há dúvidas disso. Precisará, no entanto, se precaver para também receber o seu de volta, mesmo que a perder de vista.

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