Valdivia, do Palmeiras, provou que inteligência conta mais que valentia. Mesmo em campo

Robson Morelli

21 de junho de 2012 | 23h24

Os 2 a 0 do Olímpico fizeram o Palmeiras mais cauteloso em Barueri, mais ou menos como foi o Corinthians diante do Santos no Pacaembu após o 1 a 0 na Vila Belmiro. E cautela, quando se trata do Palmeiras, significa sofrimento. E foi com o coração nas mãos que o time chegou à final da Copa do Brasil, resgatando em Felipão, seu treinador, o rótulo de técnico copeiro.

Vai decidir o título com o Coritiba, adversário entalado na garganta de todo palmeirense. É a chance de dar o troco, mesmo que tardiamente. Não será fácil. O Coritiba desbancou o São Paulo, que acho melhor que o Palmeiras nesse momento. Aos gaúchos do Grêmio, uma volta triste para a casa. Diria um amigo que detesta gremista: “Já não era sem tempo de ensinar para essa gurizada o caminho de volta para o Rio Grande do Sul.”

Na Arena Barueri, com casa cheia, o Palmeiras sofreu. Ah sofreu!! E o palmeirense mais ainda, com o frio, chuva e a atuação do time: muito atrás, sobretudo no segundo tempo. Alguma bola acabaria entrando, como de fato entrou. Foi assim até Valdivia entrar. Ele merecia essa atuação por tudo o que sofreu em sua vida particular recentemente.

Valdivia foi o nome do jogo. Suas jogadas provocaram a ira dos jogadores gremistas, que acham que tudo se resolve na valentia. Valdivia, um meia raquítico (deu para ver quando ele tirou a camisa na comemoração do gol), mostrou que inteligência tem mais valor que valentia. Até em campo. Com meia dúzia de jogadas ele irritou os marcadores e acabou, indiretamente, mandando dois mais cedo para o chuveiro, expulsos. O juiz agiu corretamente ao dar vermelho para Henrique, do Palmeiras, no lance das expulsões. Ele não tinha nada que tomar satisfação na confusão. Foi valente e não inteligente.

Valdivia também fez o gol do empate, que quebrou as pernas do Grêmio quando a pressão era grande. Felipão tem agora uma semana para preparar o time e, quem sabe, fazer o torcedor palmeirense voltar a sorrir. Ganhar a Copa do Brasil, ter o direito de disputar a Libertadores em 2013 e ver seu estádio em pé era tudo o que o palmeirense queria nesse momento. Chance para isso, o elenco tem agora.

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