O que o Brasil perde com a saída de Elano e Kaká

Estadão

23 de junho de 2010 | 18h42

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Foto: Jonne Roriz/AE

JOHANNESBURGO – Os desfalques de Elano (a oficializar) e Kaká (que cumpre suspensão) são um grande problema ofensivo para a seleção brasileira que enfrenta nesta sexta-feira a seleção portuguesa em Durban, no encerramento do Grupo G da primeira fase da Copa do Mundo.

É natural que isso aconteça pelo fato de serem os dois criadores de jogadas do time que começa as partidas. Estatisticamente, eles tem aproveitamento intermediário envolvendo todo o time, o que passa a impressão de que não são importantes. É por isso que futebol não deve ser olhado só pelos números. Efetivamente, a bola passa bastante por eles, são eles que os jogadores de defesa e ataque sempre procuram.

Mas, para constar, vamos citá-los. Elano por exemplo, tem 62% de aproveitamento de passes, enquanto Kaká tem 78% e duas assistências para gols. Elano é jogador que mais chutou a gol no time brasileiro nestes dois primeiros jogos, com sete tentativas. É o artilheiro junto com Luís Fabiano, com dois gols. É o melhor jogador do time, embora sempre diga que é um coadjuvante.

Kaká ainda está em ascensão e pouco aparece nas estatísticas do Mundial, mas tem um fator que não aparece neste quesito e, geralmente, é o que mais conta no futebol: possui estrela e inteligência. Pode decidir um jogo com um toque na bola. Assim como se complicar. O curioso: fez duas faltas até o momento, as duas em que levou dois cartões amarelos…

Os melhores nas estatísticas são outros nomes. Mas isso é tema para outro post, quando fecharmos a primeira fase.

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