Alunos da Universidade de Brasília acompanharam jogo da seleção nos Centros Acadêmicos
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Alunos da Universidade de Brasília acompanharam jogo da seleção nos Centros Acadêmicos

João Lacerda

19 de junho de 2013 | 21h04

Liberados pelos professores das aulas, estudantes fazem festa improvisada dentro do campus

 

Maior concentração foi no CA de agronomia, com direito a churrasquinho (João Bosco Lacerda/Seleção Universitária)

 

João Bosco Lacerda – Seleção Universitária – Especial para o Estado

BRASÍLIA – A tarde desta quarta-feira, 9, foi animada na Universidade de Brasília (UnB). Grande parte dos estudantes que estavam no campus Darcy Ribeiro, próximo ao centro da cidade, se reuniram para assistir a partida entre Brasil e México, pela segunda rodada da Copa das Confederações. E os principais pontos de encontro foram os Centros Acadêmicos, espaços de confraternização entre os alunos de um mesmo curso.

A maior festa acontecia no centro do curso de Agronomia. O estudante homônimo ao capitão da seleção brasileira, Thiago Silva, que trabalha vendendo churrasquinho no campus, preparou a carne para receber os colegas que quisessem ver o jogo. “É um jeito legal dos alunos que estavam pelo campus assistirem a partida junto, e de eu faturar um pouco mais”, diz, sorrindo.

O evento, divulgado por redes sociais, agradou: antes do jogo já não havia espaço nos sofás. A única reclamação ficou por conta da falta de cerveja, cujo venda é proibida nas cercanias da universidade.

Os alunos de computação também fizeram uma grande festa. Com um centro acadêmico que mais parece o quarto dos sonhos de um adolescente, com direito a sinuca, fliperama e dois televisores, os presentes se dividiam entre a partida e os games. “Mesmo tendo jogo da seleção, para alguns a paixão pelos games é maior”, brinca o estudante Felipe Ken.

De acordo com a secretaria de comunicação da universidade, as atividades letivas não foram canceladas e deveriam ocorrer normalmente. A grande mairia dos alunos, no entanto, foi liberada das atividades pelos professores. “Se eles dessem aula, não teria quórum”, acredita Ken.

Os trabalhadores dos setores de segurança, limpeza e administração da UnB não tiveram tanta sorte. Em horário de trabalho, tentavam encontrar uma maneira de assistir à partida. “A gente têm uma tevêzinha própria para situações como essa”, explica o segurança Ricardo Fonseca, que acompanhava a partida rodeado de colegas.

 

Manifestações

Alguns estudantes, no entanto, não se importavam muito com a partida. Membros da Assembléia Nacional de Estudantes Livre (Anel) que estavam no campus faziam cartazes para as manifestações marcadas para amanhã, a partir das 18 horas, que devem voltar a ocupar as ruas de Brasília. “As demandas são as mesmas: mais recursos investidos em áreas sociais, fim da corrupção, protestos contra os gastos na Copa, entre muitas outras”, explica a estudante Ana Maria Silva, membro da assembléia.

Um grupo ainda maior estava reunido na rodoviária do Plano Piloto para apoiar as reivindicações do Movimento Passe Livre do Distrito Federal (MPL-DF), que tem por objetivo o fim da cobrança pelo uso do transporte público e o funcionamento do serviço 24 horas por dia. “Tem muita gente da UnB aqui, principalmente das ciências humanas”, observa a estudante Aline Resende.

 

Muitos estudantes acompanhavam a manifestação do MPL-DF (João Bosco Lacerda/Seleção Universitária)

 

 

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