Brasil vence Espanha por 3 a 0 e é campeão da Copa das Confederações
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Brasil vence Espanha por 3 a 0 e é campeão da Copa das Confederações

Seleção Universitária

30 de junho de 2013 | 20h00

Primeiro gol da seleção canarinho saiu aos dois minutos do primeiro tempo; segundo, aos 44; terceiro, na segunda etapa, novamente aos 2

 

 

Fabrício Lobo e Renato Machado – Seleção Universitária – especial para o Estado

RIO DE JANEIRO – Antes do início do jogo entre Brasil e Espanha, o clima de final de Copa já tomava conta do Maracanã. Ainda que não fosse a Copa do Mundo, mais de 75 mil torcedores lotavam o estádio neste domingo, 30, para a última partida da Copa das Confederações.

E logo aos dois minutos do primeiro tempo, Fred marcou o primeiro gol do Brasil, após ser derrubado na pequena área espanhola. Depois do cruzamento de Hulk pela esquerda e uma confusão área, o camisa 9, caído no chão, ainda conseguiu acertar um chute preciso.

Errando mais passes que o normal, a seleção espanhola passou a demonstrar nervosismo. Mas com o passar do tempo, a Espanha conseguiu controlar a posse de bola. Durante a primeira etapa, o Brasil levou mais perigo no contra-ataque, mas desperdiçou oportunidades.

No final do primeiro tempo, o Brasil ainda conseguiu arrancar o segundo gol. Aos 44, Neymar manteve a escrita do gol em começo ou no final de uma etapa. O camisa 10 tabelou com Oscar, que mandou uma bomba no gol de Casillas.

Mal havia começado o segundo tempo, Fred recebe pela esquerda e chuta cruzado no canto esquerdo. Brasil 3 x 0 Espanha.

Mal parecia aquela temida seleção. Na melhor oportunidade de diminuir a diferença, a Espanha desperdiça. Aos 9 minutos do segundo tempo,  o espanhol Sérgio Ramos perde um pênalti. Depois disso, os espanhóis incomodaram em poucas oportunidades e pararam na excelente atuação de Júlio César.

Apesar da apatia dos irreconhecíveis espanhóis, que já tomava conta da partida desde a metade do segundo tempo, o Brasil não conseguiu ampliar. Levou perigo nos contra-ataques, mas ficou nisso. Final de Copa das Confederações e título merecido para Felipão e seus comandados.

Organização dentro do Maracanã

Desde antes do apito inicial, a torcida já se locomovia em direção ao estádio. O transporte público funcionou e recebeu elogios. O espanhol Emilio Dias, que havia comprado ingresso apenas a última partida do torneio, torceu pelo bom desempenho de sua seleção e gostou do que viu. “A organização está perfeita. Segurança, transporte, tudo”, disse.

O brasileiro José Cruz, que já havia ido ao Maracanã na partida entre Itália e México, não se importou com a manifestação marcada na região do estádio. “Está tudo muito tranquilo, bem sossegado”, falou. E até levou seu filho, o pequeno Antonio. Fã de Neymar, o garoto até arriscou um placar: 3 a 0.

Antes da partida, os banheiros possuíam poucas filas. Os pontos de alimentação contavam com filas um pouco maiores, mas que não excediam os dez minutos de espera.

No show antes do jogo, durante a apresentação da cantora Ivete Sangalo, membros da equipe que formavam o cenário do campo se levantaram com um grande cartaz para protestar contra a privatização do Maracanã. Parte da torcida vaiou a ação dos manifestantes.

 

Protestos

Ao contrário do protesto no jogo Itália x México pela primeira fase da competição, onde cerca de 3 mil pessoas entraram em conflito com a polícia na descida da estação de trem de São Cristóvão, a manifestação deste domingo esteve do lado oposto ao estádio. Paralisado exatamente entre a rua São Francisco Xavier e Avenida Maracanã.

Os manifestantes se concentraram na praça Saens Pena, na Tijuca, e marcharam até o estádio. A polícia não confirma mas lideranças do protesto afirmaram que cerca de 5 mil pessoas estavam presentes.

A policia também aumentou seu contingente. Forças do batalhão de choque foram em massa ao local. A cena de alguns turistas posando para fotos com alguns dos carros do Caveirão ao fundo também chamou atenção.

 

Confronto

Com várias bombas de gás e de efeito moral, o comando de choque agiu em duas frentes. Uma em direção à Avenida Maracanã e outra descendo a Avenida São Francisco Xavier. Os protestantes foram rapidamente dispersos mas ainda foi possível ouvir barulhos de bombas e estampidos.

(Com colaboração de Victor Costa)

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