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Brasileiros contam como ‘sobreviveram’ ao dramático Brasil x Chile

Classificação da seleção às quartas-de-final da Copa foi decidida nos pênaltis

Seleção Universitária

28 de junho de 2014 | 19h02

Classificação da seleção às quartas-de-final da Copa foi decidida nos pênaltis

Lara Monsores – especial para O Estado de S. Paulo

RIO DE JANEIRO – Medo, pavor, pânico, desespero, tensão. É com essas palavras que alguns torcedores brasileiros traduzem o que sentiram durante a partida deste sábado, 28, na qual o Brasil bateu o Chile nos pênaltis e avançou às quartas-de-final da Copa do Mundo. Um jogo disputado até o fim num tom dramático já que, quem perdesse, estaria fora do Mundial.

“Foi um misto de medo com confiança”, descreve o empresário Oscar Cunha, 37, enrolado numa bandeira do Brasil e sentado nas areias de Copacabana, onde sofreu por cerca de três horas assistindo à epopéia brasileira no telão da Fan Fest. “No final foi só orgulho do Júlio César e deu para respirar”, completa.

A auxiliar administrativa, Elaine Guimarães, 36, estava praticamente afônica após a partida. “Foi um pouco mais do que a gente esperava, não é?”, disse, como se estivesse vendo novamente o gol de empate do Chile. Ela conta que o pior momento foi a anulação do gol de Hulk, o segundo da seleção que daria a vitória ao Brasil. “Foi uma aflição, uma ansiedade absurda até o alívio no final com essas defesas do Júlio César.”

Em sua primeira vez na Fan Fest, a paulista Tamara Tormena, 30, não esperava passar por tanto sofrimento. “Fiquei apavorada, em pânico, com o coração na boca”, relembra. Para a próxima partida, ela espera menos drama e faz um pedido especial aos atacantes de Felipão. “Dois gols já de cara, pelo amor de Deus”, diz.

Plantonista do dia no posto médico da arena, a médica Luciana Oliveira observa que jogos com uma carga emocional forte como o de hoje podem oferecer alguns riscos à saúde do torcedor.

“Pacientes com fator de risco, como idosos, por exemplo, podem apresentar algum tipo de alteração cardíaca”, explica. “Hoje, tivemos alguns quadros de pressão alta em pacientes que já tinham algum histórico e por causa do calor também. A situação do jogo também pode ter contribuído de alguma forma.”

A organização do evento confirmou a presença de 20 mil pessoas na arena durante a partida do Brasil neste sábado. O clima de tensão era tamanho que o público ficou estático, com os olhos pregados no telão na maior parte do tempo e só respirou no final, quando o goleiro brasileiro garantiu a classificação da seleção. O time enfrentará a Colômbia na próxima fase.

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